Presidente da Conafer se entrega à Polícia Federal
O presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopes, se entregou à Polícia Federal (PF) na noite desta quarta-feira (12).
Ele era considerado foragido pelas autoridades e é apontado como um dos principais alvos da Operação Sem Descontos, investigação da PF sobre descontos indevidos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Prisão preventiva foi decretada pelo STF
Carlos Lopes teve a prisão preventiva decretada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 11 de novembro do ano passado.
O representante da Conafer também foi um dos 48 indiciados no primeiro relatório da Polícia Federal sobre o caso.
O documento, concluído em julho, tratava de suspeitas relacionadas à atuação da confederação.
Conafer diz que apresentação foi voluntária
À Folha de São Paulo, a Conafer enviou uma nota, nesta quinta-feira (13), informando que Carlos Lopes se apresentou espontaneamente.
A entidade afirmou ainda que “sua apresentação voluntária não representa reconhecimento de responsabilidade, confissão ou concordância com qualquer narrativa acusatória”.
“Carlos Lopes confia que a análise completa das provas permitirá distinguir fatos comprovados de interpretações, presunções ou versões ainda sujeitas ao contraditório. Sua postura será de cooperação institucional dentro dos limites da lei, respeito às autoridades e exercício firme de todos os direitos e garantias constitucionais”, completa o pronunciamento da entidade.
PF aponta controle de recursos desviados
Segundo os relatórios da investigação, Carlos Lopes controlava transferências financeiras e decidia a distribuição dos recursos supostamente desviados do INSS.
Ele também é apontado pela Polícia Federal como responsável pela orientação das fraudes e pela articulação política do grupo investigado.
Investigação cita assinaturas de beneficiários
De acordo com a PF, Carlos Lopes também teria determinado a obtenção de assinaturas de beneficiários por meio de visitas domiciliares.
Os contratados seriam orientados a induzir idosos a assinar formulários de atualização de dados.
Posteriormente, segundo a investigação, esses documentos seriam convertidos em fichas falsas de filiação associativa.
Suspeito nega irregularidades
Carlos Roberto Ferreira Lopes nega as irregularidades apontadas pela investigação.
O caso segue sob apuração da Polícia Federal, e as suspeitas ainda deverão ser analisadas pelas autoridades competentes no decorrer do processo.