Ex-deputado do PL é preso na Bolívia
Após quase um mês foragido da Justiça brasileira, o ex-deputado estadual de Mato Grosso do Sul Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno Razuk (PL), foi preso no último domingo, 2, na Bolívia.
Ele era procurado desde o dia 8 de julho e foi transferido para o Brasil poucas horas após a prisão.
Neno Razuk foi condenado a mais de 15 anos
Neno Razuk foi condenado a mais de 15 anos de prisão por organização criminosa, roubo e exploração do jogo do bicho.
Além da pena de prisão, o ex-parlamentar também foi condenado à perda do direito de exercer cargo público por oito anos.
Defesa aguarda orientação da Polícia Federal
Em nota, a defesa de Neno Razuk informou que aguarda orientações da Polícia Federal sobre a transferência do ex-deputado para Campo Grande.
“Ainda estamos aguardando a decisão da Polícia Federal. Até o momento, não temos informações sobre quando ocorrerá a chegada dele a Campo Grande. Permaneceremos atentos, acompanhando o desenrolar do caso, e informaremos sobre qualquer atualização”, afirmou.
Prisão ocorreu após pedido de inclusão na Interpol
A prisão aconteceu pouco mais de uma semana depois de a Justiça de Mato Grosso do Sul determinar que a Polícia Federal solicitasse à Interpol a inclusão do nome de Neno Razuk na difusão vermelha.
O mecanismo é utilizado em cooperação internacional para localizar pessoas foragidas da Justiça.
Ex-deputado perdeu imunidade parlamentar
Neno Razuk foi condenado em 2025, mas não chegou a ser preso porque ainda exercia mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.
Em maio deste ano, porém, ele deixou a Casa após uma recontagem dos votos das eleições de 2022 alterar a composição do Legislativo estadual.
Com a saída do mandato, o ex-deputado perdeu a imunidade parlamentar.
Operação Successione investigou grupo criminoso
Neno Razuk, o pai Roberto Razuk, os irmãos Jorge e Rafael Razuk e outras 16 pessoas foram denunciados na quarta fase da Operação Successione.
A operação foi deflagrada em novembro de 2025.
Segundo o Ministério Público, o grupo integrava uma organização criminosa armada dedicada à exploração ilegal de jogos de azar.
Investigação cita lavagem de dinheiro e corrupção
De acordo com a investigação, a organização criminosa utilizava corrupção, lavagem de dinheiro e roubos para manter o controle da atividade ilegal.
O grupo também é apontado como responsável por expandir sua atuação em regiões antes dominadas por outras organizações criminosas.
Caso segue com acompanhamento das autoridades
Com a prisão na Bolívia e a transferência para o Brasil, o caso segue sob acompanhamento das autoridades brasileiras.
A defesa informou que permanece atenta aos próximos encaminhamentos e aguarda definição sobre a chegada de Neno Razuk a Campo Grande.