MPF investiga contratações realizadas na gestão de ex-prefeito de Correntina
O Ministério Público Federal (MPF) instaurou inquérito civil para apurar suspeitas de irregularidades em contratações realizadas durante a gestão do ex-prefeito Nilson José Rodrigues, conhecido como Maguila, no município de Correntina, no oeste da Bahia.
A abertura do inquérito foi oficializada por meio da Portaria nº 17, de 30 de março de 2026, assinada pelo procurador da República Robert Rigobert Lucht.
Foco inicial é dispensa de licitação em 2020
O principal objeto da investigação é a dispensa de licitação nº 021/2020, que resultou na contratação de duas empresas, cujos nomes não foram divulgados pelo órgão.
Segundo o MPF, as apurações também irão abranger outros contratos em que essas mesmas empresas tenham participado, além de verificar possível desvio de recursos públicos.
Investigação teve origem em inquérito policial
O procedimento foi instaurado a partir de um Procedimento Preparatório, baseado em documentos oriundos de um Inquérito Policial vinculado ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
De acordo com a portaria, as análises iniciais já apontavam indícios de irregularidades, o que motivou a ampliação das investigações.
Inquérito civil permitirá aprofundamento das apurações
Com o término do prazo do procedimento preparatório e a necessidade de continuidade das diligências, o MPF optou pela abertura de inquérito civil, considerado um instrumento mais robusto para coleta de provas.
O caso ficará sob responsabilidade da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF, que atua em matérias relacionadas ao patrimônio público e à improbidade administrativa.
Levantamento de vínculos será realizado
Entre as primeiras medidas determinadas, está o acionamento da Assessoria de Pesquisa e Provas Eletrônicas (Asppe), que ficará responsável por mapear possíveis vínculos entre pessoas físicas e jurídicas envolvidas nos contratos investigados.
A análise busca identificar relações que possam indicar irregularidades na contratação.
MPF apura possíveis práticas irregulares
O Ministério Público Federal informou que irá examinar, de forma detalhada, se houve práticas como fracionamento de despesas, superfaturamento, direcionamento de contratos ou qualquer outra conduta que possa ter causado prejuízo ao erário.
A dispensa de licitação, embora prevista em lei, exige justificativa formal e deve respeitar princípios como legalidade, impessoalidade e eficiência, o que será analisado ao longo das investigações.
