segunda-feira, 25 maio 2026
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Prefeitura de Igaporã é investigada por contrato suspeito com escritório de advocacia

Ministério Público Federal abriu inquérito para apurar contrato entre a Prefeitura de Igaporã e um escritório de advocacia envolvendo honorários sobre verbas precatórias do Fundef.

Prefeitura de Igaporã entra na mira do MPF

A Prefeitura de Igaporã, no sudoeste da Bahia, passou a ser investigada pelo Ministério Público Federal (MPF) por causa de um contrato considerado suspeito com um escritório de advocacia.

O caso envolve a gestão do prefeito Neto Cotrim (PT) e trata de um acordo relacionado à percepção de verbas precatórias do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).

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Inquérito civil foi instaurado pelo Ministério Público Federal

O procurador Robert Rigobert Lucht decidiu instaurar um inquérito civil para apurar o contrato firmado entre a Prefeitura de Igaporã e o escritório Guimarães Advogados Associados.

A investigação busca verificar se houve irregularidade no uso de recursos ligados aos precatórios do Fundef para pagamento de honorários advocatícios.

Contrato prevê pagamento de 17% sobre valores recuperados

O contrato investigado prevê o pagamento equivalente a 17% sobre os benefícios proporcionados à prefeitura.

Esses valores são estimados em R$ 5 milhões e estariam relacionados a ações de recuperação de créditos do Fundef.

Na prática, o percentual seria destinado ao escritório de advocacia como forma de honorários contratuais.

MPF cita entendimento do STF sobre verbas do Fundef

Na portaria que determinou a abertura do inquérito, o procurador destacou que o Supremo Tribunal Federal (STF) já se manifestou sobre a ilegalidade desse tipo de acordo quando envolve recursos do Fundef ou Fundeb.

“É inconstitucional o emprego de verbas do FUNDEF/FUNDEB para pagamento de honorários advocatícios contratuais”, diz um trecho citado no procedimento.

Juros de mora podem ter uso permitido

Apesar disso, o entendimento do Supremo Tribunal Federal admite uma possibilidade específica.

Segundo a Suprema Corte, “é possível utilização dos juros de mora inseridos na condenação relativa a repasses de verba do Fundef, para pagamento de honorários advocatícios contratuais.”

Por isso, o MPF busca verificar a origem exata dos recursos usados ou eventualmente destinados ao pagamento do escritório.

Procedimento ainda precisa de mais informações

O Ministério Público Federal informou que o procedimento preparatório ainda não possui dados suficientes para permitir a adoção imediata de medidas judiciais ou extrajudiciais.

Diante disso, o órgão afirmou que será necessária a realização de diligências, incluindo a requisição de informações e documentos junto à gestão municipal.

Prefeitura tem prazo para enviar documentos

O MPF deu prazo de 15 dias para que a gestão do prefeito Neto Cotrim envie a documentação solicitada.

A prefeitura deverá informar se as verbas precatórias do Fundef foram utilizadas para o pagamento da remuneração dos serviços prestados pelo escritório de advocacia.

Apuração pode trazer desdobramentos para a gestão

Caso seja comprovado o uso irregular de verbas do Fundef para pagamento de honorários contratuais, a investigação pode gerar desdobramentos administrativos e judiciais.

O inquérito segue em andamento para esclarecer a legalidade do contrato e a destinação dos recursos públicos envolvidos.

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Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo, jornalista baiano, nascido em Feira de Santana, com mais de 15 anos de experiência, é referência em notícias locais e inovação do Minha Bahia.
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