Operação contra tráfico interestadual tem desdobramento na Bahia
Uma operação deflagrada na manhã desta terça-feira (26) pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Sergipe (FICCO/SE) teve desdobramentos na Bahia.
A ação mira um grupo investigado por tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro.
Mandados foram cumpridos em Ribeira do Pombal
Batizada de Operação Indumentum II, a ação cumpriu mandados também no município de Ribeira do Pombal, no interior baiano.
Ao todo, foram executados 11 mandados de prisão temporária e 14 mandados de busca e apreensão.
Também foram determinadas medidas judiciais de bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados.
Ordens foram expedidas pela Justiça de Sergipe
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Garantias do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ-SE).
Além da Bahia e de Sergipe, a operação ocorreu simultaneamente em cidades de Minas Gerais, Paraíba e Alagoas.
Ação ocorreu em cinco estados
Em Sergipe, os alvos estavam nos municípios de Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Tobias Barreto e Barra dos Coqueiros.
Também houve ações em Ribeira do Pombal, na Bahia, Montes Claros, em Minas Gerais, João Pessoa, na Paraíba, e Maceió, em Alagoas.
Investigação começou em abril de 2025
As investigações tiveram início em abril de 2025, durante a primeira fase da Operação Indumentum.
Na ocasião, foi identificada a atuação de um grupo criminoso voltado à distribuição de entorpecentes, principalmente crack e maconha, em Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe, e em municípios da região.
Apuração identificou indícios de lavagem de dinheiro
Com o avanço das investigações, os agentes identificaram indícios de lavagem de dinheiro.
Segundo a apuração, o grupo teria usado práticas de ocultação e dissimulação de valores obtidos com atividades ilícitas.
Entre os mecanismos investigados estão o uso de contas bancárias de terceiros e depósitos fracionados, estratégia usada para dificultar o rastreamento financeiro por órgãos de controle.
Patrimônio incompatível chamou atenção das autoridades
Outro ponto que chamou a atenção das autoridades foi a incompatibilidade entre a renda declarada por um dos investigados e o patrimônio identificado.
De acordo com a apuração, ele possuía imóvel em condomínio de alto padrão e veículos de luxo, bens considerados incompatíveis com os rendimentos oficiais.
Grupo teria movimentado R$ 32 milhões
Segundo levantamento das forças de segurança, o grupo movimentou aproximadamente R$ 32 milhões entre os anos de 2021 e 2025.
O valor reforça, segundo a investigação, a dimensão da estrutura criminosa e o alcance interestadual das atividades atribuídas ao grupo.
Operação contou com apoio de forças de segurança
A Operação Indumentum II contou com o apoio do Departamento de Narcóticos da Polícia Civil (Denarc), do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope), do 1º e do 5º Batalhões da Polícia Militar de Sergipe (PMSE) e do Grupo Tático Operacional da Polícia Penal (GTOP).
FICCO atua no combate ao crime organizado
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Sergipe reúne integrantes da Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).
O trabalho integrado tem como objetivo fortalecer o enfrentamento ao crime organizado e ampliar a atuação conjunta em investigações que envolvem tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e outros crimes de alcance interestadual.
