Eduardo Sodré, secretário do Meio Ambiente da Bahia e enteado de Wagner, é alvo da PF na Operação Compliance Zero.
O secretário estadual do Meio Ambiente da Bahia, Eduardo Sodré, também foi um dos alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero na Bahia.
A operação investiga um suposto esquema de irregularidades envolvendo o Banco Master no sistema financeiro nacional. Ao todo, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal.
Na Bahia, a ação foi cumprida inicialmente na residência do senador e líder do Partido dos Trabalhadores (PT) no Congresso, Jaques Wagner, no Corredor da Vitória, em Salvador.
Eduardo Sodré é enteado do senador. Segundo informações do Uol, ele também foi alvo de busca e apreensão, assim como seu pai, Guilherme Sodré.
A Operação Compliance Zero apura suspeitas de fraudes e irregularidades relacionadas ao Banco Master. A investigação envolve operações financeiras, contratos e possíveis vínculos entre pessoas ligadas à instituição e agentes públicos.
A nova fase da operação busca reunir documentos, equipamentos e informações que possam auxiliar as autoridades na apuração dos fatos.
Eduardo Sodré é casado com Bonnie Bonilha, sócia da BN Financeira ao lado do advogado Moisés Dantas.
A empresa passou a ser citada no contexto das investigações por ter mantido contrato com o Banco Master durante três anos. Segundo informações divulgadas, a BN Financeira recebeu mais de R$ 11 milhões em pagamentos da instituição comandada por Daniel Vorcaro entre 2022 e 2025.
A BN Financeira foi mencionada na folha de pagamentos do Banco Master. A empresa foi fundada em 2021 e passou a prestar serviços relacionados à prospecção e indicação de operações e convênios de crédito público e privado.
O contrato com o banco é um dos pontos analisados pelos investigadores na Operação Compliance Zero, que busca identificar a natureza dos pagamentos e a regularidade das relações comerciais.
Em nota, a BN Financeira informou que os contratos firmados com o banco de Daniel Vorcaro tinham como objetivo a prospecção e indicação de operações e convênios de crédito público e privado.
A empresa negou que estivesse na “folha de pagamentos” do Banco Master e afirmou que os serviços foram prestados regularmente, por meio de contrato. Também declarou que todos os valores recebidos foram acompanhados de emissão de nota fiscal e declarados à Receita Federal.
A 9ª fase da Operação Compliance Zero segue em andamento e apura possíveis irregularidades ligadas ao Banco Master e a pessoas relacionadas ao caso.
Até o momento, as medidas cumpridas são de caráter investigativo. A realização de busca e apreensão não representa condenação dos alvos, mas permite à Polícia Federal reunir novos elementos para análise no inquérito.
