Justiça nega recurso de Hytalo Santos e mantém influenciador e marido presos na Paraíba
A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) negou um recurso apresentado pela defesa do influenciador digital Hytalo Santos e de seu marido, Israel Vicente, conhecido nas redes sociais como Euro. Os advogados solicitavam a revogação da prisão preventiva dos dois, que permanecem detidos em João Pessoa.
A decisão mantém a custódia cautelar do casal, mesmo após a condenação de ambos em primeira instância por crimes relacionados à produção de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes.
Hytalo Santos recebeu pena de 11 anos e quatro meses de prisão, enquanto Israel Vicente foi condenado a oito anos, dez meses e 20 dias.
As duas sentenças estabeleceram o regime inicial fechado. Entretanto, como as condenações ainda não são definitivas, os influenciadores continuam presos preventivamente, e não em cumprimento definitivo das penas.
Defesa tentou revogar prisão preventiva dos influenciadores
O recurso apresentado ao Tribunal de Justiça da Paraíba questionava a necessidade de manutenção da prisão preventiva.
A defesa buscava uma decisão que permitisse aos dois responder às próximas etapas do processo em liberdade.
O pedido, porém, foi rejeitado pela Câmara Criminal, que manteve a medida cautelar anteriormente imposta.
Com isso, Hytalo Santos e Israel Vicente continuarão sob custódia enquanto persistirem os fundamentos jurídicos da prisão preventiva.
A decisão sobre a liberdade dos acusados é distinta da análise definitiva das condenações criminais, que ainda podem ser objeto de recursos nas instâncias competentes.
Hytalo Santos foi condenado a 11 anos e quatro meses de prisão
Na sentença de primeira instância, Hytalo Santos recebeu pena de 11 anos e quatro meses de reclusão.
A condenação está relacionada a crimes envolvendo a produção de conteúdo pornográfico com a participação de adolescentes.
O caso ganhou repercussão nacional em razão da atuação do influenciador nas redes sociais e das investigações sobre os conteúdos produzidos.
A sentença estabeleceu o regime inicial fechado, mas ainda não representa uma condenação transitada em julgado.
Isso significa que a defesa poderá utilizar os recursos previstos na legislação para questionar a decisão.
Marido de Hytalo Santos também foi condenado
Israel Vicente, conhecido como Euro e marido de Hytalo Santos, também foi condenado no mesmo processo.
A Justiça fixou sua pena em oito anos, dez meses e 20 dias de prisão, com regime inicial fechado.
Assim como no caso de Hytalo, a condenação ocorreu em primeira instância.
A manutenção da prisão preventiva foi discutida no recurso analisado pela Câmara Criminal do TJPB.
Com a negativa do pedido, Israel continuará detido juntamente com o influenciador.
Entenda a diferença entre prisão preventiva e cumprimento de pena
Apesar das condenações, Hytalo Santos e Israel Vicente ainda permanecem em prisão preventiva.
A prisão preventiva é uma medida cautelar que pode ser determinada durante uma investigação ou processo criminal, desde que estejam presentes os requisitos previstos na legislação.
Ela não se confunde com o cumprimento definitivo de uma pena decorrente de condenação transitada em julgado.
No caso dos influenciadores, a Justiça já proferiu sentenças condenatórias em primeira instância, mas os processos ainda não foram encerrados definitivamente.
Por isso, a situação jurídica atual dos dois permanece vinculada à manutenção da custódia cautelar.
A decisão do Tribunal de Justiça analisou o pedido de revogação dessa medida, sem significar o julgamento definitivo de todos os possíveis recursos contra as condenações.
Casal permanece no Presídio do Róger, em João Pessoa
Com a manutenção da prisão preventiva, Hytalo Santos e Israel Vicente continuam detidos no Presídio Desembargador Flóscolo da Nóbrega, conhecido como Presídio do Róger.
A unidade prisional fica localizada em João Pessoa, capital da Paraíba.
Os dois permanecem sob responsabilidade do sistema penitenciário estadual, enquanto seus processos seguem sujeitos às medidas e decisões judiciais cabíveis.
Não foram divulgadas, nas informações apresentadas, novas determinações sobre transferência de unidade prisional ou alteração das condições de custódia.
Secretaria negou que Hytalo tivesse usado celular na prisão
Em setembro de 2026, a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária da Paraíba (Seap-PB) precisou se manifestar sobre informações que circulavam a respeito da permanência de Hytalo Santos no presídio.
Na ocasião, o órgão divulgou um comunicado para negar que o influenciador tivesse utilizado um aparelho celular dentro da unidade prisional.
A manifestação buscou esclarecer os rumores relacionados à suposta utilização do equipamento durante o período de detenção.
Segundo a secretaria, a informação divulgada sobre o uso do celular não correspondia aos fatos.
O episódio ocorreu antes da nova decisão judicial que manteve a prisão preventiva do casal.
O que acontece após a Justiça negar o recurso?
A rejeição do pedido significa que Hytalo Santos e Israel Vicente não obtiveram autorização para deixar a prisão por meio do recurso analisado.
Entretanto, a decisão não encerra necessariamente as possibilidades de questionamento judicial.
A defesa poderá avaliar outros instrumentos previstos na legislação processual, conforme os requisitos e as circunstâncias do caso.
Da mesma forma, os recursos relacionados às condenações de primeira instância seguem uma tramitação própria.
A eventual alteração da situação prisional dos influenciadores dependerá de novas decisões judiciais.
Hytalo Santos e Israel Vicente seguem presos após decisão do TJPB
A decisão da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba mantém a prisão preventiva dos dois influenciadores após a condenação em primeira instância.
Hytalo Santos recebeu pena de 11 anos e quatro meses, enquanto Israel Vicente foi condenado a oito anos, dez meses e 20 dias.
Apesar de ambas as sentenças preverem regime inicial fechado, as penas ainda não estão em cumprimento definitivo.
O casal permanece no Presídio do Róger, em João Pessoa, enquanto o processo segue sujeito aos recursos e procedimentos judiciais cabíveis.