Representante de Bom Jesus da Lapa é escolhido presidente da Câmara de Pesca e Aquicultura da Bahia
Bom Jesus da Lapa ganhou representação de destaque nas discussões sobre o futuro da pesca e da aquicultura na Bahia. João Neto, integrante da Associação de Pescadores do município, foi escolhido para presidir a Câmara Setorial da Pesca e Aquicultura do Estado durante o biênio 2026–2028.
A definição ocorreu na terça-feira (27), durante a instalação do colegiado, promovida pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri).
A escolha coloca um representante de Bom Jesus da Lapa à frente de um espaço estadual destinado ao diálogo entre pescadores, aquicultores, entidades representativas e órgãos públicos.
A Câmara terá como finalidade discutir os principais desafios das atividades pesqueira e aquícola, estabelecer prioridades e elaborar propostas voltadas ao desenvolvimento do setor em diferentes regiões da Bahia.
João Neto representará o setor pesqueiro em discussões estaduais
A presidência de João Neto amplia a participação de Bom Jesus da Lapa nas articulações relacionadas à pesca e à produção aquícola no estado.
Como integrante da associação local de pescadores, ele passa a exercer uma função de coordenação das discussões entre representantes do setor produtivo e do poder público.
A atuação da Câmara Setorial deverá contemplar demandas de pescadores artesanais, produtores, associações e outros segmentos envolvidos na cadeia produtiva.
O objetivo é contribuir para a identificação de dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores e para a construção de propostas capazes de fortalecer as atividades.
A escolha também representa uma oportunidade de ampliar a presença de municípios do interior baiano nas discussões sobre políticas públicas para a pesca e a aquicultura.
Câmara Setorial buscará fortalecer pesca artesanal, industrial e aquicultura
O colegiado instalado pela Seagri funcionará como um espaço de articulação entre diferentes representantes das atividades pesqueira e aquícola.
Entre suas atribuições estão o debate de problemas estruturais, a identificação de demandas e a formulação de propostas voltadas ao desenvolvimento sustentável do setor.
As discussões deverão abranger tanto a pesca artesanal quanto a industrial, além da criação de organismos aquáticos para fins comerciais.
A participação de entidades representativas permitirá que demandas dos produtores e trabalhadores sejam apresentadas diretamente aos representantes do poder público.
A expectativa é que o funcionamento da Câmara contribua para organizar prioridades e subsidiar decisões relacionadas às políticas estaduais.
Primeiras ações incluem diagnóstico e planejamento estratégico
Entre as atividades previstas para o início dos trabalhos estão o levantamento de informações sobre a situação da pesca e da aquicultura na Bahia e a elaboração de um plano estratégico.
O diagnóstico deverá contribuir para identificar as necessidades do setor, suas oportunidades de crescimento e os principais obstáculos enfrentados por pescadores e produtores.
A partir dessas informações, os integrantes do colegiado poderão estabelecer prioridades e propor medidas de desenvolvimento.
O planejamento também deverá orientar discussões sobre infraestrutura, organização produtiva e fortalecimento das atividades econômicas relacionadas à pesca e à aquicultura.
Gestão costeira e Economia do Mar estarão entre os temas debatidos
A Câmara Setorial também deverá acompanhar assuntos relacionados à gestão costeira e à chamada Economia do Mar.
O conceito envolve atividades econômicas associadas aos recursos marinhos e às regiões costeiras, incluindo pesca, produção aquícola e outras cadeias produtivas.
Além disso, o colegiado deverá discutir políticas públicas destinadas aos trabalhadores da atividade pesqueira e aos produtores do setor.
As pautas poderão envolver diferentes realidades regionais, considerando as particularidades da pesca marítima, da pesca continental e da aquicultura.
O trabalho buscará aproximar o planejamento governamental das necessidades apresentadas pelas entidades representativas.
Aquicultura da Bahia movimentou R$ 319,4 milhões em 2025
A instalação da Câmara Setorial ocorre em um momento de expansão econômica da aquicultura baiana.
Segundo dados da Pesquisa da Produção Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o valor da produção aquícola no estado passou de R$ 278,8 milhões, em 2024, para R$ 319,4 milhões, em 2025.
O crescimento foi de 14,6% em um ano, representando um aumento de aproximadamente R$ 40,6 milhões no valor da produção.
Os números mostram a relevância econômica da atividade e a importância de políticas voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva.
O avanço também reforça a necessidade de planejamento para acompanhar o crescimento do setor e ampliar sua capacidade de desenvolvimento.
Tilápia e camarão se destacam na produção baiana
Entre os principais produtos da aquicultura da Bahia estão a tilápia e o camarão, que apresentam participação expressiva no valor gerado pela atividade.
Conforme os dados divulgados, a produção de tilápia alcançou 13,3 mil toneladas em 2025, movimentando aproximadamente R$ 144,1 milhões.
Já a produção de camarão chegou a 6,2 mil toneladas, com valor estimado em R$ 129,8 milhões.
Confira os principais indicadores:
| Produto | Produção em 2025 | Valor da produção |
|---|---|---|
| Tilápia | 13,3 mil toneladas | R$ 144,1 milhões |
| Camarão | 6,2 mil toneladas | R$ 129,8 milhões |
Juntos, os dois produtos representaram aproximadamente R$ 273,9 milhões do valor movimentado pela aquicultura estadual.
Esse desempenho demonstra a importância dessas cadeias produtivas para a economia baiana.
Bom Jesus da Lapa ganha espaço na articulação estadual do setor
A eleição de João Neto para a presidência da Câmara Setorial fortalece a presença institucional de Bom Jesus da Lapa nas discussões relacionadas à pesca e à aquicultura.
O município, localizado no oeste da Bahia, possui ligação com o Rio São Francisco, recurso natural de grande importância para as comunidades ribeirinhas e para atividades econômicas da região.
A participação de um representante local na direção do colegiado poderá contribuir para que demandas da pesca continental também sejam consideradas nas discussões estaduais.
Entre os desafios do setor estão o fortalecimento da organização dos produtores, a melhoria das condições de trabalho e a busca por políticas públicas que atendam às diferentes realidades regionais.
A escolha de João Neto não representa, por si só, a aprovação de investimentos ou programas específicos para Bom Jesus da Lapa, mas amplia a participação do município em um espaço de debate estadual.
Nova gestão terá mandato até 2028
Com a definição de João Neto para o biênio 2026–2028, a Câmara Setorial da Pesca e Aquicultura inicia uma etapa de organização de suas atividades.
Os primeiros trabalhos deverão concentrar-se na coleta de informações, na elaboração de um planejamento estratégico e na definição das prioridades apresentadas pelos representantes do setor.
O colegiado também deverá acompanhar debates relacionados à gestão costeira, à Economia do Mar e ao desenvolvimento de políticas públicas para pescadores e aquicultores.
A presença de um representante de Bom Jesus da Lapa na presidência amplia a participação do interior baiano nas discussões sobre uma atividade que movimentou R$ 319,4 milhões no estado em 2025.
A gestão de João Neto terá como principal desafio coordenar o diálogo entre os diferentes segmentos e contribuir para transformar as demandas do setor em propostas que possam orientar as ações públicas durante o biênio.