segunda-feira, 4 maio 2026
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Romeu Zema critica Bolsa Família e defende mudanças no programa

Pré-candidato à Presidência faz críticas a beneficiários do Bolsa Família e propõe novas regras para permanência no auxílio.

Romeu Zema critica beneficiários do Bolsa Família

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), criticou beneficiários do Bolsa Família durante entrevista ao programa Canal Livre, da Band, exibida no domingo (3).
Ao comentar o programa social do governo federal, o político reconheceu sua importância, mas afirmou que o crescimento no número de beneficiários adultos precisa ser revisto.

“Não vou pagar auxílio do governo, Bolsa Família, para os marmanjões, que é o que mais está crescendo no Brasil. Nós estamos criando uma geração de imprestáveis. Há vagas com carteira assinada, e marmanjão fica em casa, nas redes sociais, na Netflix, e prefere receber o auxílio governamental, não estuda, não trabalha, vive às custas do governo e, de vez em quando, faz um bico para complementar a renda”, declarou.

Proposta prevê exigência de busca por emprego

Durante a entrevista, Romeu Zema afirmou que pretende implementar mudanças no programa, condicionando a permanência dos beneficiários à busca ativa por emprego.
Segundo a proposta apresentada, o cidadão teria direito a recusar apenas uma oferta de trabalho sem perder o benefício.

“A primeira [proposta de emprego] você pode recusar. A segunda, não”, afirmou o pré-candidato.

Declaração sobre trabalho infantil gera nova polêmica

Antes das críticas ao Bolsa Família, Romeu Zema já havia se envolvido em outra polêmica ao comentar sobre trabalho infantil. Na última sexta-feira (1º), Dia do Trabalho, ele defendeu que crianças também possam exercer atividades remuneradas.
Em entrevista a um podcast, o político criticou restrições legais no Brasil e citou experiências do passado como referência.

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“Hoje não sei, mas quando eu era criança, era permitido tirar uma carteira de trabalho aos 14 anos. Infelizmente, no Brasil, se criou essa ideia de que jovem não pode trabalhar. Eu sei que o estudo é prioritário. Mas toda criança pode estar ajudando com questões simples, com questões que estão ao alcance dela”, afirmou.

Regras atuais sobre trabalho infantil no Brasil

Atualmente, a legislação brasileira proíbe o trabalho infantil até os 13 anos. Entre 14 e 15 anos, é permitido o trabalho na condição de jovem aprendiz. Já entre 16 e 17 anos, o trabalho é autorizado, desde que não envolva atividades consideradas perigosas ou insalubres.
As declarações do pré-candidato repercutiram e devem seguir no debate público sobre políticas sociais e legislação trabalhista no país.

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Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo, jornalista baiano, nascido em Feira de Santana, com mais de 15 anos de experiência, é referência em notícias locais e inovação do Minha Bahia.
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