Querosene de aviação dispara em abril e passagens aéreas podem subir
Reajuste de mais de 54% pressiona setor aéreo
Quem pretende viajar de avião nos próximos dias pode sentir o impacto no bolso. A Vibra Energia anunciou um reajuste de 54,63% no querosene de aviação (QAV), com início a partir de 1º de abril.
O aumento é considerado um dos mais expressivos dos últimos anos e deve refletir diretamente no preço das passagens aéreas.
Alta do petróleo influencia diretamente o preço
O reajuste ocorre em meio à forte valorização do petróleo no mercado internacional.
O barril do tipo Brent ultrapassou a marca de US$ 100, impulsionado por tensões geopolíticas envolvendo o Irã e conflitos no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.
Esse cenário tem gerado instabilidade e aumentos sucessivos no custo dos combustíveis.
Combustível representa grande parte dos custos
Atualmente, cerca de 30,6% dos custos das companhias aéreas no Brasil estão ligados à compra de combustíveis e lubrificantes.
Com um reajuste superior a 50%, especialistas apontam:
- Alta pressão sobre as margens das empresas
- Possível repasse rápido ao consumidor
- Maior impacto em voos domésticos
Outras distribuidoras acompanham o cenário
Além da Vibra, outras empresas atuam no fornecimento de combustível de aviação no país, como:
- Air BP
- Raízen
Até o momento, essas companhias ainda não detalharam novos reajustes, mas o mercado acompanha a tendência de alta.
Passagens devem ficar mais caras
O querosene de aviação é um dos principais insumos do setor, utilizado em:
- Aviões comerciais
- Turboélices
- Helicópteros
Diante desse cenário, a expectativa é de aumento nas tarifas aéreas já nas próximas semanas, especialmente se o preço do petróleo continuar elevado.
Para o consumidor, isso significa:
- Passagens mais caras
- Menor previsibilidade de preços
- Impacto direto no planejamento de viagens
Cenário ainda é incerto
O comportamento das passagens dependerá da duração da crise internacional e da estabilidade do preço do petróleo.
Caso a alta persista, o setor aéreo deve continuar repassando os custos, tornando as viagens mais caras no curto prazo.
