segunda-feira, 28 setembro 2026

Lula rebate clubes e diz que fim das bets não prejudica futebol brasileiro

Presidente afirmou que apostas representam menos de 7% da arrecadação dos times e defendeu que clubes busquem alternativas.

Lula rebate clubes sobre impacto do fim das bets

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rebateu as críticas de clubes de futebol sobre os impactos da medida provisória que proibiu as plataformas de apostas de quota fixa no Brasil.

A discussão terá uma nova etapa nesta terça-feira (29), quando representantes dos clubes se reunirão com o governo para tratar dos efeitos da decisão.

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O encontro foi confirmado pelo Ministério do Esporte após reação negativa de dirigentes e entidades ligadas ao futebol.

Presidente diz que futebol não depende das bets

Na avaliação de Lula, a interrupção das apostas não representa uma perda estrutural para o futebol brasileiro.

O presidente afirmou que os melhores momentos da história do esporte no país ocorreram antes da existência das plataformas de apostas.

“Esse negócio de acabar com bets não traz prejuízo para o futebol. Nos melhores momentos da história do futebol não existia bets. O Brasil foi campeão do mundo e não existia bet”, afirmou.

Declaração foi feita no Palácio do Planalto

A fala ocorreu nesta segunda-feira (28), durante evento relacionado à sanção de novas medidas para fortalecer o futebol feminino.

A cerimônia foi realizada no Palácio do Planalto.

No mesmo evento, Lula voltou a defender a proibição das bets e afirmou que os clubes precisam buscar novas alternativas de financiamento.

Lula cita transformação de clubes em empresas

Durante a declaração, o presidente afirmou que os clubes devem encontrar caminhos próprios diante do fim das apostas.

Ele citou a possibilidade de transformação das equipes em empresas, prevista em legislação já aprovada.

“E os clubes que se virem. Já aprovamos a lei que os clubes podem virar empresa, agora é preciso colocar gente de competência para fazer empresa”, afirmou Lula na ocasião.

Bets representam menos de 7% da arrecadação, diz presidente

Segundo Lula, as bets representam menos de 7% da arrecadação dos times de futebol.

O presidente também afirmou que as empresas do setor devem buscar outras atividades econômicas.

Para ele, as companhias de jogos online precisam “ganhar dinheiro fazendo outra coisa, gerando emprego de qualidade”.

Medida provisória proíbe sites e aplicativos

  • A medida provisória que proibiu as bets foi publicada na sexta-feira (25).
  • O texto estabelece a proibição de sites e aplicativos de apostas no país.
  • As empresas têm até o dia 6 de outubro para sair do ar.

Prazo para resgate termina em 5 de outubro

Os usuários que possuem dinheiro nas plataformas terão prazo menor para retirar os valores disponíveis.

O resgate deverá ser feito até o dia 5 de outubro.

Depois desse prazo, as empresas deverão seguir as regras previstas pelo governo para devolução dos saldos remanescentes.

Lula associa apostas ao endividamento das famílias

Ao defender a medida, Lula voltou a relacionar as apostas ao comprometimento da renda de famílias brasileiras.

O presidente afirmou que as bets prejudicam especialmente pessoas em situação de maior vulnerabilidade econômica.

“É uma máquina de matar o povo pobre, e eu, sinceramente, acabei para dizer o seguinte: ninguém vai tirar mais o dinheiro do leite, do pão, do feijão, da carne, da comida das crianças pra apostar em bets”, declarou.

Declaração ocorreu antes de viagem a Belém

A declaração foi feita antes de Lula seguir para Belém.

O presidente participou da sanção da nova lei na Base Aérea de Brasília.

Durante a tarde, ele tinha compromissos presidenciais e, à noite, agenda de campanha.

Setor de apostas aciona o STF

A proibição das bets também provocou reação judicial.

Nesta segunda-feira (28), a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF).

As entidades tentam suspender os efeitos da medida provisória.

Entidades pedem manutenção da legislação anterior

A ANJL e o IBJR pedem que a decisão seja interrompida integralmente até a deliberação definitiva do Congresso Nacional sobre a medida provisória.

O pedido também vale até que sejam julgadas as ações que tramitam no STF.

As entidades defendem a manutenção da legislação anterior e o funcionamento das empresas autorizadas.

Outra associação também apresentou ação

A Associação Nacional pela Segurança Jurídica dos Jogos e Apostas (Anseja) também apresentou uma ação no Supremo.

Nesse caso, o pedido é para que a medida provisória seja declarada inconstitucional.

A entidade também pede a derrubada da decisão que proibiu as plataformas de apostas.

Luiz Fux ficará responsável pela análise

A análise dos pedidos ficará sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

Ele é o relator do caso no Supremo Tribunal Federal.

Enquanto isso, governo, clubes e empresas do setor seguem em discussão sobre os efeitos da proibição das bets no país.

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Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo, jornalista baiano, nascido em Feira de Santana, com mais de 15 anos de experiência, é referência em notícias locais e inovação do Minha Bahia.
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