quinta-feira, 30 abril 2026
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TCM multa prefeito de Jaborandi por irregularidades em contratos de bandas

Tribunal aponta falhas e suspeita de sobrepreço na contratação de atrações para festejos juninos e aplica multa ao gestor.

TCM identifica irregularidades em contratos de atrações musicais

O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) julgou parcialmente procedente, nesta quarta-feira (29), um termo de ocorrência contra o prefeito de Jaborandi, Marcos Antônio Matos da Silva, conhecido como Dr. Marcos (PSD).

A decisão trata de irregularidades na contratação de atrações musicais para os festejos de Santo Antônio de 2023 e resultou na aplicação de multa no valor de R$ 2,5 mil ao gestor.

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Investigação aponta suspeita de sobrepreço

A apuração, conduzida pela 25ª Inspetoria Regional de Controle Externo, identificou indícios de valores acima da média de mercado nos contratos firmados com artistas.

Entre os cachês analisados estão:

  • Tierry: R$ 200 mil;
  • Gian e Giovani: R$ 170 mil;
  • Fulô de Mandacaru: R$ 100 mil.

Segundo o relatório do conselheiro Paulo Rangel, os valores pagos à dupla Gian e Giovani e ao cantor Tierry superaram aqueles praticados pelos mesmos artistas em outros municípios no mesmo período.

Falhas na formalização dos contratos

Além da suspeita de sobrepreço, o TCM identificou falhas na formalização dos documentos. Os contratos foram assinados pelo Fundo Municipal de Educação, representado pelo secretário da pasta, sem a participação direta do prefeito como ordenador de despesa.

A área técnica destacou que fundos especiais não possuem personalidade jurídica para firmar contratos. Também foi apontado que a Secretaria de Educação e Cultura não constava como unidade orçamentária na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2023.

Defesa do prefeito e posicionamento do relator

Em sua defesa, Marcos Antônio Matos da Silva alegou que os valores pagos eram razoáveis, citando a situação financeira do município e a existência de previsão orçamentária.

No entanto, o relator manteve o entendimento de irregularidades, apontando falhas na pactuação dos contratos e ausência de provas suficientes que afastassem a suspeita de sobrepreço.

Decisão prevê multa, mas sem ressarcimento

Apesar da condenação, o tribunal decidiu não determinar, neste momento, o ressarcimento aos cofres públicos. A decisão considerou princípios como proporcionalidade e o caráter preventivo da atuação da inspetoria.

O Ministério Público de Contas, por meio do procurador Guilherme Costa Macedo, também opinou pela procedência parcial da denúncia.

A decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso.

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Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo, jornalista baiano, nascido em Feira de Santana, com mais de 15 anos de experiência, é referência em notícias locais e inovação do Minha Bahia.
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