Vice escolhido por Flávio Bolsonaro responde a processo no STF
Escolhido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato a vice-presidente em sua chapa, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) é alvo de um inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF).
O caso apura suspeita de estupro de vulnerável. Gaspar nega a acusação e afirma ser inocente.
Denúncia foi apresentada por Lindbergh e Soraya
O processo contra Alfredo Gaspar foi aberto a partir de uma denúncia feita pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MT).
Os parlamentares acusaram Gaspar de possível prática do crime e tentativa de ocultação.
Caso surgiu durante a CPMI do INSS
A denúncia foi feita no dia da leitura do relatório final da CPMI do INSS, apresentado por Alfredo Gaspar em 27 de março.
Pela manhã, enquanto Gaspar lia o relatório, houve uma discussão entre deputados.
Durante o embate, Lindbergh chamou o relator de “estuprador”.
Alfredo Gaspar reagiu chamando o deputado petista de “criminoso” e “corrupto”.
Gaspar fez acusações contra Lindbergh após discussão
No início da tarde, durante o intervalo da CPMI, Alfredo Gaspar concedeu entrevista coletiva e fez diversas acusações contra Lindbergh Farias.
Na ocasião, ele chamou o petista de “drogado”, de “ladrão”, de “cafetão”, entre outros xingamentos.
O relator também afirmou que representaria contra Lindbergh no Conselho de Ética.
Notícia de fato foi protocolada na Polícia Federal
No fim da tarde, Lindbergh Farias, acompanhado da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), protocolou uma notícia de fato na Polícia Federal contra Alfredo Gaspar.
No documento, os parlamentares pediram providências urgentes para apurar a denúncia.
Eles também solicitaram tramitação sob sigilo, preservação probatória e proteção integral das pessoas envolvidas no caso.
Parlamentares dizem ter recebido documentos e conversas
Lindbergh e Soraya informaram ter recebido registros documentais e conversas indicando a possível prática de estupro de vulnerável contra uma menina que tinha 13 anos à época dos fatos.
Alfredo Gaspar negou a acusação.
Gaspar divulga depoimento e realiza exame de DNA
Além de negar a acusação, Alfredo Gaspar divulgou o depoimento de uma mulher que negou a paternidade atribuída a ele e apontou um primo do deputado como pai biológico.
O parlamentar também realizou exame de DNA na Polícia Científica de Alagoas para contestar a suspeita de paternidade.
Deputado apresentou queixa-crime contra Lindbergh e Soraya
Em resposta às acusações, Alfredo Gaspar apresentou uma queixa-crime no STF e uma representação criminal na Procuradoria-Geral da República (PGR) e na Polícia Federal contra Lindbergh Farias e Soraya Thronicke.
Gaspar afirmou que os dois parlamentares cometeram calúnia, denunciação caluniosa, injúria e coação no curso do processo.
Lindbergh também acionou Gaspar no STF
Da mesma forma, o deputado Lindbergh Farias apresentou uma representação contra Alfredo Gaspar no STF em uma segunda ação.
O parlamentar do PT acusa Gaspar de calúnia, difamação e injúria por declarações feitas durante sessões da CPMI e em entrevistas à imprensa.
Queixas tramitam sob relatoria de Gilmar Mendes
As queixas-crime mútuas tramitam sob relatoria do ministro Gilmar Mendes, no Supremo Tribunal Federal.
Em 17 de abril, o ministro determinou que os três parlamentares apresentassem esclarecimentos, por considerar que os pedidos cumpriram os requisitos formais.
Até o momento, ainda não há decisão sobre os processos.
Gaspar nega acusação e caso segue em análise
Alfredo Gaspar nega a acusação e sustenta ser inocente.
O caso segue sob análise do Supremo Tribunal Federal, sem decisão definitiva sobre as ações apresentadas pelos parlamentares envolvidos.