quarta-feira, 17 junho 2026
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Garis da Bahia devem aderir à greve nacional da categoria

Sindicalista Luiz Carlos Suíca confirmou que trabalhadores da limpeza urbana na Bahia devem participar da greve nacional marcada para 22 de junho, em defesa da votação do PL dos Garis e Margaridas no Senado.

Garis da Bahia devem aderir à greve nacional em defesa do PL dos Garis e Margaridas, previsto para votação no Senado.

O sindicalista da limpeza urbana Luiz Carlos Suíca confirmou que garis e margaridas da Bahia devem aderir à greve nacional da categoria, prevista para o dia 22 de junho. Em entrevista ao Bahia Notícias, o ex-vereador de Salvador afirmou que a mobilização tem como objetivo pressionar pela votação do Projeto de Lei 4.146/2020, conhecido como PL dos Garis e Margaridas, no Senado Federal.

A paralisação deve reunir trabalhadores da limpeza urbana em diferentes estados do país. Na Bahia, o Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza do Estado da Bahia (SindilimpBA) já confirmou adesão ao movimento.

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Para Luiz Carlos Suíca, a greve nacional pode ser uma das principais formas de chamar a atenção das autoridades para a importância dos trabalhadores da limpeza urbana no funcionamento das cidades.

“Talvez seja a única forma de eles possam perceber que a saúde de uma cidade, de um país, de um estado, ela primeiro entra pela mão dos trabalhadores de limpeza urbana”.

Segundo o sindicalista, a decisão pela greve foi tomada pela própria categoria em assembleias realizadas pelos sindicatos.

“Então, os dirigentes e os sindicatos vão seguir a determinação que os trabalhadores tomaram nas assembleias de fazer uma greve geral”, explicou.

O Projeto de Lei 4.146/2020 regulamenta a atividade dos trabalhadores essenciais da limpeza urbana, incluindo garis e margaridas que atuam em serviços de varrição, coleta e destinação de resíduos.

Entre os principais pontos defendidos pela categoria estão a criação de um piso salarial nacional de R$ 3.036,00 mensais e o adicional de insalubridade em grau máximo, equivalente a 40% do salário-base.

O piso salarial nacional previsto no projeto é mais que o dobro do piso atual pago em Salvador. Na capital baiana, o valor informado é de R$ 1.693,78 para jornada de 44 horas semanais.

Para os representantes da categoria, a diferença reforça a necessidade de uma regulamentação nacional que estabeleça parâmetros mínimos de remuneração e proteção trabalhista para os profissionais da limpeza urbana.

A nova greve nacional ocorre após uma primeira paralisação realizada no dia 15 de maio. Segundo Luiz Carlos Suíca, a mobilização anterior buscou chamar a atenção do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para a votação do projeto, mas não teve o resultado esperado pela categoria.

“Só para falar, não mudou nada. A paralisação do dia 15 de maio… [para] chamar a atenção lá do Alcolumbre. Ele pouco se importa com os trabalhadores de uma categoria que já tem mais de 150 anos. Eles acham que o trabalhador de limpeza urbana é a base da pirâmide. Portanto, o trabalhador decidiu, e as entidades decidiram, por uma greve por tempo indeterminado”, disse Suíca.

O ex-vereador afirmou que o objetivo da categoria é aumentar a pressão sobre o Congresso Nacional. Segundo ele, a greve pode começar com duração limitada, mas também pode se estender por tempo indeterminado, a depender dos desdobramentos da pauta.

“Uma greve geral, ela pode começar e terminar em um dia, ou pode não terminar, não ter tempo de terminar”, afirmou.

A mobilização coloca em debate a regulamentação da profissão, a valorização salarial e as condições de trabalho de uma categoria considerada essencial para a saúde pública e a organização das cidades.

Ao Bahia Notícias, Luiz Carlos Suíca afirmou que a mobilização também expõe um retrato social do país. Para ele, os trabalhadores da limpeza urbana exercem uma função essencial, mas ainda não recebem o reconhecimento adequado.

“Um trabalhador que é importante para a cidade não é considerado profissional. Então, como é uma categoria formada por negros e negras, eles acham que os trabalhadores são escravos. Então, rumo à greve”, finalizou.

Com a adesão dos sindicatos, a greve nacional dos garis e margaridas deve pressionar o Senado Federal a avançar na análise do PL 4.146/2020.

Na Bahia, a mobilização deve envolver trabalhadores representados pelo SindilimpBA e outras entidades ligadas à limpeza urbana. A categoria espera que a paralisação dê visibilidade à pauta e acelere a tramitação do projeto no Congresso.

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Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo, jornalista baiano, nascido em Feira de Santana, com mais de 15 anos de experiência, é referência em notícias locais e inovação do Minha Bahia.
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