quinta-feira, 16 julho 2026

Prefeitura de Serrinha tem 180 dias para corrigir falhas na educação infantil

Auditoria do TCM-BA apontou falta de critérios, ausência de lista de espera transparente e fragilidades na busca ativa de crianças fora da escola em Serrinha.

TCM aponta falhas na educação infantil de Serrinha

O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) considerou procedentes, em sessão realizada nesta quarta-feira, 15, as conclusões de uma auditoria operacional que identificou gargalos na gestão da educação infantil em Serrinha.

O órgão determinou que o prefeito Cyro Oliveira Silva Novais (PP) adote medidas para aprimorar o atendimento a crianças de zero a cinco anos no município.

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A decisão acompanha o parecer do Ministério Público de Contas (MPC), assinado pelo procurador Guilherme Costa Macedo.

Município terá 180 dias para apresentar plano de ação

O TCM-BA recomendou a concessão de um prazo de 180 dias para que a Prefeitura de Serrinha apresente um Plano de Ação detalhado.

O documento deverá conter metas e cronograma para solucionar as inconsistências apontadas no relatório técnico da auditoria.

Auditoria avaliou acesso a creches e pré-escolas

A fiscalização avaliou a eficácia e a equidade do acesso a creches e pré-escolas no município.

A análise teve como diretriz o cumprimento da Meta 1 do Plano Nacional de Educação (PNE), voltada à ampliação do atendimento na educação infantil.

Os técnicos do tribunal também analisaram as estratégias locais de busca ativa de crianças fora da escola, o controle da demanda por vagas e a integração das políticas públicas entre as secretarias de Educação, Saúde e Assistência Social.

Relatório aponta falta de lista de espera transparente

Embora Serrinha realize ações de identificação do público-alvo, a área técnica do TCM-BA apontou fragilidades que comprometem os resultados práticos da política de educação infantil.

Entre os principais problemas, o relatório cita a inexistência de uma lista de espera unificada e transparente para vagas em creches e pré-escolas.

TCM também cobra critérios objetivos para matrículas

A auditoria também identificou falta de critérios objetivos para priorizar matrículas na rede municipal.

Outro ponto citado é a fragmentação das ações de busca ativa, que atualmente ocorrem sem protocolos formais.

Além disso, o município não possui uma comissão intersetorializada para coordenar as políticas voltadas à Primeira Infância.

Serrinha também foi alvo de operação sobre desvios

Em abril deste ano, uma operação conjunta da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) foi deflagrada para desarticular um esquema de desvio de verbas públicas em Serrinha, no interior da Bahia.

A investigação aponta fraudes sistemáticas em contratos de locação de veículos firmados pela prefeitura entre 2017, período em que a cidade era comandada por Adriano Silva Lima, e 2024.

Mandados foram cumpridos em cinco cidades

Ao todo, agentes federais cumpriram 16 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

Além de Serrinha, os mandados foram executados nos municípios de Santaluz, Araci, Feira de Santana e Salvador.

Durante as diligências, foram apreendidos valores em espécie, documentos e aparelhos eletrônicos.

PF aponta conluio entre agentes públicos e empresários

De acordo com a Polícia Federal, as fraudes eram operadas por meio de um conluio que envolvia o prefeito de Serrinha, servidores públicos e empresários.

O grupo atuaria para direcionar licitações e garantir a contratação de uma empresa de locação previamente escolhida pelas lideranças do esquema.

Investigação cita superfaturamento e propina

As apurações da CGU e da Polícia Federal indicam que os desvios ocorriam por meio de superfaturamento de preços e pela não execução integral dos serviços contratados.

Segundo a investigação, o dinheiro desviado retornava aos agentes públicos por meio de propinas.

O operador dos repasses, realizados tanto em dinheiro vivo quanto por transferências bancárias, seria o próprio dono da empresa contratada, que é ex-prefeito de um município da região e atualmente exerce mandato eletivo na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).

Materiais apreendidos foram encaminhados para perícia

Os materiais e aparelhos eletrônicos recolhidos durante a operação foram encaminhados à sede da Polícia Federal para perícia técnica.

O objetivo dos investigadores é mapear a extensão do prejuízo aos cofres públicos e identificar novos integrantes do esquema criminoso.

Por: Rodrigo Tardio
www.atarde.com.br

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Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo, jornalista baiano, nascido em Feira de Santana, com mais de 15 anos de experiência, é referência em notícias locais e inovação do Minha Bahia.
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