Pataxós bloqueiam estrada em Porto Seguro contra decisão judicial de desocupação de área indígena.
Indígenas da comunidade Pataxó Aldeia Velha voltaram a interditar a Estrada da Balsa, em Arraial d’Ajuda, distrito de Porto Seguro, no Extremo Sul da Bahia.
O bloqueio ocorre desde as 5h da manhã desta segunda-feira (8).
Segundo o Radar News, parceiro do Bahia Notícias, a interdição acontece em um trecho próximo ao parque aquático, após a Ladeira da Santa.
Até a última atualização, não havia previsão para a liberação da via.
Ao site, o cacique Reinaldo Pataxó declarou que a manifestação foi organizada em protesto contra uma decisão da Justiça Federal.
A medida judicial determinou a desocupação da Fazenda Santo Amaro, área atualmente ocupada pela comunidade indígena.
O líder indígena afirmou que o grupo considera a decisão judicial injusta.
Segundo ele, o território pertence historicamente ao povo Pataxó.
“Estamos fechando a Estrada da Balsa em protesto contra a liminar concedida pela Justiça que determina a desocupação da nossa terra, a Aldeia Velha. Consideramos essa decisão injusta, porque a área pertence ao nosso povo. É preciso respeitar os direitos dos indígenas”, declarou.
A decisão foi proferida pelo juiz federal Pablo Baldivieso, da Subseção Judiciária de Eunápolis.
O caso faz parte de uma ação movida pela empresa Cosvar Agropecuária Ltda.
A área em disputa tem quase 1,2 mil hectares e fica localizada no distrito de Arraial d’Ajuda.
Esta é a segunda interdição promovida pela comunidade indígena em menos de uma semana pelo mesmo conflito fundiário.
Na noite do último dia 2 de junho, integrantes da Aldeia Velha também bloquearam a Estrada da Balsa.
Na ocasião, os manifestantes informaram que o ato tinha como objetivo chamar atenção para a disputa territorial envolvendo a área reivindicada pelos Pataxó.
O grupo também contestava a ordem de reintegração de posse determinada pela Justiça.
Com o novo bloqueio, a comunidade Pataxó busca pressionar por uma revisão da decisão judicial e pelo reconhecimento dos direitos territoriais reivindicados.
O conflito fundiário permanece em disputa na Justiça Federal.
