Vereador denuncia suposto esquema de propina em Feira de Santana
Um vereador de Feira de Santana usou o microfone da Câmara Municipal, nesta quarta-feira (19), para denunciar um suposto esquema de propina relacionado à emissão do certificado de construção municipal, conhecido como habite-se.
A declaração foi feita por Galeguinho SPA (União), parlamentar da base do prefeito José Ronaldo (União), durante sessão na Câmara feirense.
Parlamentar diz que também atua como construtor
Durante a fala, Galeguinho afirmou que também é construtor e relatou dificuldades para obter o documento.
Segundo ele, mesmo pagando os impostos devidos, seria necessário pagar valores extras para conseguir a fiscalização e a emissão do certificado.
“Eu vou falar uma denúncia aqui que precisa ser apurada nesta Casa. Eu sou construtor, pago todos os impostos e além de eu pagar meus impostos, eu tenho que estar molhando a mão de um, molhando de outro para ir lá fazer a fiscalização”, disse o legislador.
▶️ Vereador acusa esquema de propina para obter certificado de construção em Feira de Santana
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Vereador cita cobrança entre R$ 200 e R$ 400
Ainda durante a sessão, Galeguinho afirmou que existiria um esquema envolvendo a emissão do habite-se no município.
Segundo o parlamentar, haveria um “habite-se no varejo e no atacado”, com valores cobrados entre R$ 200 e R$ 400.
A declaração provocou reação entre os vereadores presentes no plenário.
Colegas pedem explicações de secretários
Após a denúncia, os vereadores Ivamberg Lima (PT) e Jurandy Carvalho solicitaram a presença de representantes da administração municipal para prestar esclarecimentos.
Eles pediram que o secretário de Desenvolvimento Urbano, José Braga da Silva Netto, e a secretária de Meio Ambiente, Jaciara Costa, sejam chamados à Câmara para explicar a situação.
Caso deve ser apurado pela Câmara
A denúncia feita em plenário ainda deverá ter desdobramentos no Legislativo municipal.
Os vereadores defenderam que o caso seja apurado pela Casa, diante da gravidade das acusações envolvendo a emissão de documentos públicos.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a existência do esquema citado pelo parlamentar.