quinta-feira, 7 maio 2026
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Influenciadores são investigados por esquema de R$ 11 milhões em apostas on-line

Operação da Polícia Civil do Distrito Federal mira grupo suspeito de aplicar fraudes milionárias com plataformas de apostas e divulgação de ganhos falsos.

Operação combate esquema milionário em apostas virtuais

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nas primeiras horas desta quarta-feira (6), uma operação para desmontar um esquema criminoso que teria movimentado cerca de R$ 11 milhões em fraudes envolvendo plataformas de apostas virtuais, incluindo o chamado “Jogo do Tigrinho”.
A ação foi coordenada pela 18ª Delegacia de Polícia de Brazlândia e cumpre mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de valores milionários nas contas dos investigados.

Mandados foram cumpridos em sete estados

A operação ultrapassou os limites do Distrito Federal e alcançou diversos estados brasileiros. As ações ocorreram em:

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  • Bahia;
  • Goiás;
  • São Paulo;
  • Maranhão;
  • Paraíba;
  • Rio de Janeiro.

Segundo a investigação, nove pessoas são suspeitas de integrar a organização criminosa, que atuava de maneira estruturada em diferentes regiões do país.

Influenciadores exibiam luxo nas redes sociais

De acordo com a polícia, o grupo utilizava influenciadores digitais para divulgar supostos ganhos elevados em plataformas de apostas. Enquanto exibiam uma rotina de luxo nas redes sociais, milhares de seguidores eram induzidos a investir dinheiro nas plataformas.
No centro da investigação estão Roberth Lucas, de 24 anos, e Eduarda Cavalcante, de 21 anos.
O casal costumava publicar imagens em resorts de luxo, passeios de lancha, roupas de grife e maços de dinheiro em espécie. Em um dos vídeos analisados pelos investigadores, Roberth aparece pagando uma compra de alto valor utilizando várias notas de R$ 100 diante das câmeras.

Contas falsas simulavam ganhos astronômicos

Segundo os investigadores, os suspeitos utilizavam “contas demo”, fornecidas pelas próprias plataformas. Nessas contas de demonstração, os ganhos eram programados artificialmente para parecerem elevados, criando a falsa sensação de lucro fácil e rápido.
Ao clicarem nos links divulgados pelos influenciadores, as vítimas eram direcionadas para plataformas manipuladas, onde o algoritmo favorecia a perda do dinheiro investido.

Esquema utilizava tecnologia para ocultar rastros

As investigações apontam que o grupo utilizava servidores proxy e outras ferramentas tecnológicas para dificultar o rastreamento das operações financeiras e das identidades dos envolvidos.
Em julho de 2024, uma busca realizada na residência do casal, em Brazlândia, permitiu que a polícia identificasse uma rede interestadual com conexões inclusive com plataformas estrangeiras.
A partir daí, os investigadores concluíram que havia uma divisão hierárquica dentro da organização, com líderes responsáveis pela estratégia, operadores técnicos encarregados das fraudes e influenciadores focados na captação de vítimas.

Patrimônio incompatível chamou atenção da polícia

Mesmo ostentando alto padrão de vida, a investigação aponta que o patrimônio do casal não era compatível com atividades profissionais oficialmente declaradas.
Segundo a polícia, Roberth Lucas afirmava ser estudante e não havia registros formais de emprego que justificassem o padrão de consumo exibido nas redes sociais.
As autoridades também identificaram o uso de contas bancárias em nome de terceiros e utilização de CPFs de outras pessoas para dificultar o rastreamento dos recursos financeiros.

Movimentação milionária e bloqueio judicial

A estimativa é de que o grupo tenha movimentado aproximadamente R$ 11 milhões ao longo do período investigado. Um dos integrantes apresentou média diária de movimentação financeira em torno de R$ 48 mil.
Diante das provas reunidas, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 11 milhões nas contas dos investigados, com objetivo de interromper o fluxo financeiro da organização e possibilitar eventual ressarcimento às vítimas.

Investigação continua e novos alvos não são descartados

Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro.
A Polícia Civil do Distrito Federal informou que não descarta a identificação de novos envolvidos, principalmente após a análise dos aparelhos eletrônicos apreendidos durante a operação.
As investigações seguem em andamento.

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Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo, jornalista baiano, nascido em Feira de Santana, com mais de 15 anos de experiência, é referência em notícias locais e inovação do Minha Bahia.
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