quarta-feira, 29 abril 2026
spot_imgspot_imgspot_imgspot_img

Idosa presa por injúria racial tem prisão preventiva decretada em Salvador

Justiça mantém detenção após ofensas racistas contra policial militar no Rio Vermelho.

Idosa tem prisão preventiva decretada após injúria racial contra PM em Salvador

A Justiça de Salvador determinou a prisão preventiva de Maria Cândida Villela Cruz, de 74 anos, após ela ter sido presa em flagrante por injúria racial contra um policial militar no bairro do Rio Vermelho.

A decisão foi assinada pela juíza Martha Carneiro Terrin e Souza durante audiência de custódia realizada na quarta-feira (22).

Fique ligado! Participe do nosso canal do WhatsApp! Quero Participar

O que aconteceu

Segundo a Polícia Militar da Bahia, a idosa abordou uma guarnição que realizava patrulhamento e, após receber explicações sobre a atuação dos agentes, passou a proferir ofensas de cunho racial contra o soldado Rafael Conceição Florêncio.

De acordo com os autos, ela afirmou ser “superior por ser branca” e fez declarações ofensivas sobre a população local.

Mesmo após advertência, a mulher manteve comportamento agressivo e resistiu à prisão, sendo contida pelos policiais com uso de força moderada.

Crimes e enquadramento legal

O flagrante foi registrado com base em dois crimes:

Resistência (art. 331 do Código Penal);
Injúria racial (art. 2º-A da Lei nº 7.716/1989).

Defesa alegou irregularidades e questões de saúde

Durante a audiência, a defesa pediu o relaxamento da prisão, alegando:

  • Uso excessivo de força na abordagem;
  • Negativa de acesso à água e comunicação;
  • Possível incapacidade mental da idosa, com base em laudos que apontam declínio cognitivo leve e transtorno de ansiedade.

A magistrada rejeitou os argumentos, destacando que:

  • Não houve comprovação de lesões decorrentes da prisão;
  • A comunicação com familiares foi realizada;
  • Os laudos apresentados não comprovam incapacidade de entendimento dos atos no momento do ocorrido.

Decisão da Justiça

Ao decretar a prisão preventiva, a juíza considerou:

  • Existência de provas e indícios suficientes;
  • Risco à ordem pública;
  • Conduta considerada consciente e deliberada.

Mesmo sendo ré primária, com residência fixa e sem antecedentes, a Justiça entendeu que medidas alternativas não seriam suficientes.

Encaminhamentos e cuidados

O Ministério Público da Bahia havia sugerido liberdade provisória, mas o pedido não foi acatado.

A decisão também determinou:

  • Apuração de possível abuso policial pela corregedoria;
  • Garantia de atendimento médico contínuo à idosa;
  • Fornecimento de medicamentos necessários.

Próximos passos

O caso segue sob análise judicial e tramita em segredo de Justiça. A investigação deve continuar para esclarecer todos os detalhes da ocorrência, incluindo a conduta dos envolvidos.

COMPARTILHE ESTE POST:

Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo, jornalista baiano, nascido em Feira de Santana, com mais de 15 anos de experiência, é referência em notícias locais e inovação do Minha Bahia.
MAIS NOTÍCIAS

Mais populares