Dono do Feira FC é alvo de operação contra bets
O empresário Bruno Karttos, um dos proprietários do Feira Futebol Clube e da Mansão Green, está entre os alvos da Operação Aposta Suja.
A ação foi deflagrada nesta quinta-feira (13) contra um esquema investigado por exploração ilegal de apostas online, golpes contra clientes e lavagem de dinheiro.
Empresário tem forte presença nas redes sociais
Com mais de 300 mil seguidores nas redes sociais, Karttos mantém forte presença digital.
O conteúdo publicado por ele é voltado principalmente ao futebol, mas também mostra detalhes de uma rotina marcada por viagens e itens de alto padrão.
Vida de luxo era exibida em publicações
Nas redes sociais, o empresário compartilha registros relacionados ao futebol e momentos de sua vida pessoal.
Entre os conteúdos exibidos aos seguidores estão viagens, carros de luxo e aviões.
A exposição tornou Karttos uma figura conhecida entre pessoas interessadas no universo do futebol e no estilo de vida apresentado pelo empresário.
Operação Aposta Suja investiga bets ilegais
A Operação Aposta Suja é conduzida pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), por meio do Gaeco, em conjunto com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).
A ação também conta com a participação do Ministério Público de São Paulo.
Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão na Bahia, no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Mandado foi cumprido em condomínio de luxo na Bahia
Na Bahia, uma das ordens judiciais foi cumprida em um condomínio de luxo, em Feira de Santana.
Durante a ação no município baiano, foram apreendidos dinheiro em espécie em moeda estrangeira, um tablet, um celular e dois veículos de alto padrão.
Grupo é suspeito de usar sites sem autorização
Segundo as investigações, o grupo teria utilizado sites de apostas sem autorização do Ministério da Fazenda.
Os depósitos feitos pelos usuários seriam direcionados a empresas de fachada.
A apuração também aponta que clientes teriam sido impedidos de sacar valores disponíveis nas plataformas.
Investigação aponta lavagem de dinheiro
As investigações indicam ainda uma possível estrutura de lavagem dos recursos obtidos com as apostas.
Segundo a apuração, o esquema envolveria conversão de valores em criptoativos, distribuição dos recursos entre diferentes contas e remessas para o exterior.
Movimentações ultrapassaram R$ 1,4 bilhão
De acordo com dados de um Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), foram registradas mais de 800 comunicações de operações suspeitas entre 2022 e 2026.
As movimentações financeiras relacionadas às empresas e pessoas investigadas ultrapassaram R$ 1,4 bilhão no período.
Ainda segundo a investigação, mais de R$ 100 milhões teriam sido movimentados isoladamente por uma das empresas investigadas.
Mandados foram expedidos por vara especializada
A Operação Aposta Suja teve os mandados expedidos pela 3ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa.
O caso segue em investigação, e os alvos ainda deverão ser ouvidos no decorrer das apurações.
As suspeitas apontadas pela operação não representam condenação definitiva dos investigados.