Grupo City conversa com governo da Bahia sobre futuro da Arena Fonte Nova
O Governo da Bahia confirmou que já iniciou conversas com representantes do City Football Group (CFG), conglomerado que detém 90% da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Esporte Clube Bahia, sobre a possibilidade de participação na futura gestão da Arena Fonte Nova, em Salvador.
A informação foi divulgada nesta quarta-feira (21) pelo secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Augusto Vasconcelos, durante uma agenda do governador Jerônimo Rodrigues (PT), no Farol da Barra.
O atual contrato de concessão da arena termina em 2028, e o governo estadual já iniciou o planejamento para definir o modelo de administração que será adotado após o encerramento do acordo.
Apesar das conversas, o secretário ressaltou que não existe qualquer definição sobre a participação do Grupo City na futura gestão do equipamento esportivo.
Governador Jerônimo Rodrigues participou de conversas com o Grupo City
Segundo Augusto Vasconcelos, representantes do City Football Group já participaram de reuniões com integrantes do Governo da Bahia, incluindo o próprio governador Jerônimo Rodrigues.
O secretário avaliou positivamente a abertura do diálogo com o conglomerado internacional, mas destacou que as tratativas ainda estão em estágio inicial.
“A gente conversou com o Grupo City, inclusive com a participação do próprio governador, e já tivemos momentos de diálogo, o que é positivo”, afirmou Augusto Vasconcelos.
O interesse do Grupo City em uma possível participação na administração da Fonte Nova já havia sido mencionado publicamente por Ferran Soriano, CEO do conglomerado.
A eventual entrada do grupo na gestão do estádio, entretanto, dependerá das condições estabelecidas pelo poder público e da participação em um processo licitatório.
Nova gestão da Fonte Nova será definida por licitação
O secretário deixou claro que a escolha da empresa responsável pela administração da Arena Fonte Nova deverá ocorrer por meio de licitação pública.
O procedimento permitirá que diferentes interessados apresentem propostas conforme os critérios que serão estabelecidos pelo Governo da Bahia.
“A gente vê com bons olhos todos os parceiros que queiram se associar à gestão desses equipamentos esportivos, como a Arena Fonte Nova, mas não há nada definido. Qualquer gestão será definida por licitação, respeitando todas as fases do procedimento legal”, afirmou.
Augusto Vasconcelos acrescentou que a previsão é publicar o edital em 2027, permitindo a conclusão das etapas necessárias antes do encerramento do contrato atual.
“Tudo isso será feito com amparo na lei, respeitando todas as fases do procedimento licitatório, cujo edital deve ser publicado em 2027. Estamos seguindo os passos adequados e, à medida que as coisas avançarem, teremos mais novidades”, acrescentou.
Atual administradora também mantém diálogo com o governo
O Grupo City não é o único interessado no futuro da Arena Fonte Nova.
De acordo com Augusto Vasconcelos, a Fonte Nova Negócios e Participações S.A. (FNP), empresa responsável pela administração atual do estádio, também mantém conversas com o Governo do Estado.
A relação entre as partes envolve o acompanhamento do contrato vigente e a fiscalização das obrigações previstas na parceria.
“Temos uma relação de fiscalização desse contrato e realizamos reuniões periódicas para fazer essa avaliação cotidiana. Óbvio que vamos buscar a melhor definição para o povo baiano, levando em consideração aspectos econômicos, mas também a utilização do equipamento”, pontuou.
O secretário ressaltou que a avaliação da futura gestão não deverá considerar apenas os aspectos financeiros, mas também o funcionamento e a utilização da arena.
Contrato da Arena Fonte Nova termina em 2028
O atual contrato de parceria entre o Governo da Bahia e o setor privado tem encerramento previsto para 2028.
Com o término do acordo, o Estado passará a deter integralmente os direitos sobre o equipamento, conforme informado pelo secretário.
A partir desse momento, será necessário estabelecer um novo modelo para garantir a continuidade da administração, manutenção e operação da arena.
O governo trabalha com a possibilidade de manter uma parceria com a iniciativa privada, desde que a escolha do responsável ocorra mediante os procedimentos legais.
A definição deverá considerar as características do estádio e as necessidades de funcionamento de uma estrutura utilizada para partidas de futebol, eventos e outras atividades.
Governo destaca complexidade da administração do estádio
Augusto Vasconcelos ressaltou que administrar a Arena Fonte Nova exige uma estrutura operacional abrangente.
O trabalho envolve desde a manutenção do gramado e das instalações até a gestão de contratos comerciais, estacionamento, fornecedores e organização dos eventos.
“Não é fácil gerir a Arena Fonte Nova. A gestão envolve desde o cuidado com o gramado e a manutenção dos banheiros até as questões de estacionamento, os contratos com os fornecedores e a organização do calendário esportivo. Tudo isso é realmente muito complexo. O Estado da Bahia está preparado para continuar construindo esse caminho de parceria com um ente privado, que será escolhido por meio de licitação para definir quem ficará responsável pela gestão”, afirmou.
A avaliação dessas responsabilidades será uma das etapas consideradas na elaboração do novo modelo de concessão.
Bahia Investe deverá realizar estudos técnicos sobre a arena
Para estruturar o futuro processo licitatório, o Governo da Bahia está em fase de contratação da Bahia Investe.
A instituição deverá realizar uma consultoria técnica para avaliar as condições atuais da arena e identificar as necessidades relacionadas à sua administração.
O trabalho incluirá a elaboração de um diagnóstico e de um termo de referência, documentos que servirão de base para a definição das condições da futura parceria.
A intenção é reunir informações que permitam ao Estado escolher um modelo adequado às necessidades operacionais, comerciais e financeiras do equipamento.
Estudos vão avaliar infraestrutura, contratos e naming rights
A consultoria prevista pelo governo deverá examinar diferentes aspectos do funcionamento da Arena Fonte Nova.
Entre os pontos citados pelo secretário estão a manutenção das instalações, a logística operacional, a infraestrutura e os contratos comerciais existentes.
A análise também deverá considerar os direitos de nomeação comercial do estádio, conhecidos como naming rights.
“Queremos avaliar cada elemento da Arena, desde a manutenção, a logística e a infraestrutura até o modelo de gestão dos contratos existentes dentro do equipamento, os naming rights e tantos outros aspectos que envolvem a administração de uma estrutura tão grande como essa”, destacou.
Os resultados deverão contribuir para a elaboração das regras da licitação e para a definição das responsabilidades do futuro administrador.
Participação do Grupo City ainda não está garantida
Embora o Grupo City tenha demonstrado interesse na gestão da Arena Fonte Nova, o Governo da Bahia reforça que não existe acordo fechado com o conglomerado.
A participação da empresa dependerá das condições previstas no edital e do cumprimento dos requisitos estabelecidos no processo licitatório.
A possibilidade de participação do grupo chama a atenção pela sua relação com o Esporte Clube Bahia, que utiliza a Fonte Nova como palco de suas partidas.
No entanto, o fato de o CFG controlar 90% da SAF do clube não garante preferência ou direito automático à administração do estádio.
A escolha deverá ocorrer conforme as regras aplicáveis à licitação.
Licitação da Arena Fonte Nova está prevista para 2027
O cronograma apresentado pelo Governo da Bahia prevê a realização dos estudos técnicos e a publicação do edital de licitação em 2027.
A expectativa é que o processo permita definir a futura administração antes do encerramento da concessão atual, em 2028.
“Estamos dentro do prazo adequado, os estudos estão em andamento e, no momento certo, publicaremos o edital para promover a licitação e, efetivamente, definir a nova parceria”, afirmou Augusto Vasconcelos.
Até a publicação do edital e a conclusão das etapas legais, a Fonte Nova Negócios e Participações S.A. continuará responsável pela administração do equipamento nos termos do contrato vigente.
O futuro da Arena Fonte Nova, portanto, permanece em fase de planejamento, com o Grupo City entre os possíveis interessados em participar da nova parceria.