sexta-feira, 12 junho 2026
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PF rejeita segunda proposta de delação de Daniel Vorcaro na Operação Compliance Zero

Polícia Federal recusou pela segunda vez a proposta de colaboração premiada de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Empresário segue negociando um possível acordo com a PGR.

PF rejeita segunda proposta de delação de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, na Operação Compliance Zero.

A Polícia Federal (PF) rejeitou pela segunda vez a proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master e alvo da Operação Compliance Zero.

A decisão foi formalizada nesta quinta-feira (11) e comunicada ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde o caso tramita sob sigilo.

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Segundo informações divulgadas pela revista Veja e pela Folha de S.Paulo, os investigadores avaliaram que o empresário não apresentou fatos inéditos capazes de contribuir de forma relevante para o avanço das apurações.

O entendimento repete a conclusão adotada na primeira tentativa de acordo, que já havia sido rejeitada pela PF em maio deste ano.

Apesar da nova negativa da Polícia Federal, Daniel Vorcaro continua negociando um possível acordo de colaboração com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

A PGR também participa das tratativas relacionadas ao caso.

De acordo com a apuração da Folha de S.Paulo, a autoridade policial entendeu que os elementos apresentados pelo banqueiro já eram de conhecimento dos investigadores.

Outra avaliação foi a de que parte das informações já havia sido obtida por outros meios durante a Operação Compliance Zero.

A defesa de Daniel Vorcaro foi comunicada da decisão na última quarta-feira (10).

Como o processo corre sob sigilo, os detalhes da proposta apresentada pelo empresário não foram divulgados.

A nova rejeição representa mais um obstáculo na tentativa de Vorcaro de firmar um acordo de colaboração premiada.

Esse tipo de acordo poderia reduzir eventuais sanções penais e ampliar a estratégia de defesa do empresário, caso fosse aceito pelas autoridades competentes.

Daniel Vorcaro foi preso pela primeira vez em novembro de 2025, durante uma das fases da Operação Compliance Zero.

Na ocasião, ele permaneceu detido na Superintendência da Polícia Federal em São Paulo antes de ser encaminhado ao Centro de Detenção Provisória de Guarulhos.

Dias depois da prisão, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) concedeu habeas corpus ao empresário.

A desembargadora Solange Salgado substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.

O Ministério Público Federal (MPF) recorreu da decisão que concedeu liberdade ao empresário.

Enquanto isso, a defesa de Vorcaro buscou levar o caso ao Supremo Tribunal Federal.

O pedido foi inicialmente analisado pelo ministro Dias Toffoli, que assumiu a relatoria do processo.

Dias Toffoli permaneceu à frente do caso entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026.

A mudança ocorreu após investigadores encontrarem referências ao ministro em mensagens armazenadas no celular de Vorcaro.

Com a saída de Toffoli da relatoria, o caso passou para o ministro André Mendonça, do STF.

A troca de relator marcou uma nova etapa da investigação, considerada sensível por envolver o sistema financeiro e possíveis conexões políticas.

Em março deste ano, André Mendonça autorizou uma segunda prisão preventiva de Daniel Vorcaro, após pedido apresentado pela Polícia Federal.

Inicialmente, o empresário foi encaminhado ao Complexo Penitenciário de Potim, em São Paulo.

Depois, foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília.

Em abril, o ministro André Mendonça autorizou nova mudança no local de custódia de Vorcaro.

Com a decisão, o empresário foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

A medida foi interpretada como um movimento que poderia facilitar tratativas envolvendo uma eventual colaboração premiada.

A primeira proposta de delação de Daniel Vorcaro foi apresentada em maio, mas acabou rejeitada pelos investigadores.

No dia seguinte, a Polícia Federal deflagrou a quinta fase da Operação Compliance Zero, indicando que as investigações continuariam independentemente de um eventual acordo.

Essa etapa teve como um dos principais alvos o senador Ciro Nogueira.

Segundo informações divulgadas à época, o parlamentar não havia sido citado por Vorcaro em sua proposta de colaboração.

Além do senador, a operação também alcançou Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro.

Ele foi preso temporariamente durante uma ação em Trancoso, no sul da Bahia.

As investigações avançaram novamente poucos dias depois.

Em 14 de maio, Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, foi preso durante a sexta fase da Operação Compliance Zero.

Segundo a Polícia Federal, essa etapa concentrou esforços em apurações sobre supostas ameaças, coações e ocultação patrimonial atribuídas a integrantes de um grupo investigado conhecido como “A Turma”.

Os investigadores também analisam movimentações financeiras relacionadas ao fundo de investimentos Reag e possíveis mecanismos utilizados para ocultação de patrimônio.

Com a segunda proposta de delação rejeitada pela Polícia Federal, o futuro de um eventual acordo dependerá das negociações em andamento com a Procuradoria-Geral da República.

A possibilidade de colaboração também dependerá da apresentação de elementos considerados efetivamente novos para a investigação.

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Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo, jornalista baiano, nascido em Feira de Santana, com mais de 15 anos de experiência, é referência em notícias locais e inovação do Minha Bahia.
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