quinta-feira, 5 novembro 2026

Jerônimo Rodrigues defende sucessor de Lula fora do PT e cobra mais espaço para o Nordeste no governo

Governador reeleito da Bahia afirma que o sucessor de Lula não precisa pertencer ao PT, cita Geraldo Alckmin como exemplo de liderança de outro partido e defende maior participação de políticos nordestinos no novo governo federal.

Jerônimo Rodrigues diz que sucessor de Lula não precisa ser do PT e defende alianças políticas

O governador reeleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou que o sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não precisa necessariamente pertencer ao Partido dos Trabalhadores. Para o gestor baiano, a definição de uma futura liderança nacional deve considerar a capacidade de manter alianças políticas e dar continuidade ao projeto defendido pela atual base governista.

As declarações foram dadas em entrevista ao jornal O Globo, após a reeleição de Lula para um quarto mandato presidencial.

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Jerônimo defendeu uma discussão mais ampla sobre o futuro político do país, sem limitar a sucessão presidencial a integrantes de uma única legenda.

O governador também destacou a importância da renovação dentro do PT, mencionou o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) como exemplo de liderança de outro partido e cobrou maior participação do Nordeste na formação do novo governo federal.

Governador afirma que PT precisa continuar se renovando

Durante a entrevista, Jerônimo Rodrigues relacionou a continuidade política do Partido dos Trabalhadores à capacidade de promover mudanças internas e construir novas alianças.

Segundo ele, a renovação não precisa significar o afastamento de lideranças tradicionais, mas pode envolver a abertura de espaço para outros nomes e partidos.

“Estamos vivos porque o PT passou por mudanças. Não significa excluir ninguém. É a renovação. Podemos renovar o próprio governo do presidente. Lula acena para isso e pede inovações […] o sucessor não precisa ser necessariamente do PT. Tem que ser de um campo que conduza o que fizemos até aqui, para que o Brasil continue em boas mãos”, disse.

A declaração demonstra que, na avaliação do governador, a identidade partidária não deve ser o único critério para a definição de quem poderá representar o campo político de Lula em uma futura disputa presidencial.

Jerônimo também sinalizou que considera importante preservar a capacidade de articulação entre diferentes forças políticas.

Geraldo Alckmin é citado como exemplo de liderança fora do PT

O governador baiano mencionou Geraldo Alckmin, filiado ao PSB e vice-presidente da República, como exemplo de participação relevante de uma liderança que não integra o PT.

Segundo Jerônimo, a colaboração de Alckmin no governo demonstra que alianças com outras legendas podem contribuir para a formação de uma base política mais ampla.

“Os nomes colocados precisam aparecer numa posição adequada (no governo) . O vice-presidente Geraldo Alckmin ajudou bastante e não é do PT. Lula está fazendo um movimento dentro do Congresso e vai precisar de diversos partidos. O que importa é o projeto para o país e quem está alinhado politicamente”, completou.

A manifestação reforça a defesa de uma articulação que considere tanto os integrantes do PT quanto lideranças de partidos aliados.

Apesar de citar Alckmin, Jerônimo não anunciou apoio a uma candidatura específica para suceder Lula.

Sucessão presidencial entra no debate após reeleição de Lula

A discussão sobre o futuro da liderança do campo governista ocorre após a vitória de Lula no segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

Com a reeleição, o presidente iniciará um novo mandato em 2027, enquanto partidos aliados começam a discutir a composição do governo e os próximos passos de suas articulações políticas.

Jerônimo Rodrigues, entretanto, afirmou que a prioridade neste momento deve ser a organização da nova administração federal.

A discussão sobre a sucessão presidencial, segundo o posicionamento apresentado pelo governador, precisa considerar a continuidade das alianças e a participação de diferentes partidos.

O petista não estabeleceu um calendário para a definição de candidaturas futuras.

Jerônimo cobra maior participação do Nordeste no governo Lula

Além da discussão sobre a sucessão, Jerônimo Rodrigues defendeu que o Nordeste tenha maior representação na composição do novo governo federal.

O governador destacou a importância política da região para o Partido dos Trabalhadores e para a reeleição de Lula.

Segundo ele, o Nordeste concentra quatro governadores petistas, o que deveria ser considerado nas articulações nacionais.

A avaliação de Jerônimo é que as lideranças nordestinas possuem condições de contribuir de maneira mais expressiva para a administração federal.

O governador também ressaltou a presença de representantes da região no Senado e a força política conquistada pelo PT nas últimas eleições.

Bahia deu cerca de seis milhões de votos a Lula, destaca governador

Jerônimo Rodrigues também mencionou a participação do eleitorado baiano na vitória presidencial.

Segundo o governador, Lula recebeu aproximadamente seis milhões de votos na Bahia, resultado utilizado por ele para defender maior espaço político para representantes do estado.

O petista argumentou que a contribuição eleitoral da Bahia deve ser considerada na construção do novo governo.

Entretanto, defendeu que essa participação seja discutida por meio de articulações políticas, sem impor substituições de integrantes da administração federal.

A posição apresentada busca ampliar a presença regional nas decisões nacionais, preservando o diálogo com o presidente e os partidos aliados.

Governador diz que Nordeste possui força política a ser reconhecida

Na entrevista, Jerônimo destacou a participação de governadores e senadores nordestinos nas articulações do PT.

Para ele, a região possui lideranças capazes de assumir responsabilidades na administração federal.

“O PT nacional precisa enxergar que são quatro governadores do partido, todos do Nordeste. A maior parte dos senadores também. Temos uma força para ser calibrada da forma adequada. O Nordeste precisa ser visto e pode contribuir. A Bahia tem bons nomes. Queremos dividir com Lula a responsabilidade”, declarou.

A fala reforça a cobrança por maior reconhecimento da participação política do Nordeste dentro da estrutura nacional do partido e do governo.

O governador não apresentou, nas declarações divulgadas, uma lista de nomes que deveriam assumir cargos específicos.

Bahia poderá participar das articulações para composição ministerial

A defesa de maior espaço para o Nordeste ocorre em meio às discussões sobre a formação da equipe que acompanhará Lula durante o próximo mandato.

Jerônimo Rodrigues afirmou que a Bahia possui lideranças qualificadas para contribuir com a administração federal.

A manifestação abre espaço para negociações sobre a participação de representantes baianos em funções do governo.

Entretanto, a indicação de nomes para ministérios e outros cargos depende das decisões do presidente da República e das articulações com os partidos que integram sua base.

A declaração do governador não representa a confirmação de nomeações ou de mudanças já definidas na estrutura ministerial.

Alianças no Congresso são consideradas essenciais por Jerônimo

Outro ponto destacado pelo governador foi a necessidade de ampliar o diálogo político no Congresso Nacional.

Jerônimo avaliou que Lula precisará manter relações com diferentes partidos para construir apoio às propostas do Executivo.

Nesse contexto, a participação de lideranças de outras legendas é apresentada como parte importante da organização do governo.

A referência a Geraldo Alckmin reforça essa visão, ao demonstrar que a base governista já reúne representantes com trajetórias e filiações partidárias distintas.

O governador defende que o alinhamento em torno das propostas políticas tenha maior relevância do que a vinculação formal ao PT.

Declaração amplia discussão sobre futuro político do PT

A possibilidade de um sucessor de Lula fora do Partido dos Trabalhadores envolve um debate sobre a renovação das lideranças do campo governista.

Ao defender que a escolha não fique restrita à própria legenda, Jerônimo Rodrigues apresenta uma posição favorável à continuidade de alianças políticas mais amplas.

A avaliação também se relaciona à necessidade de preparar novas lideranças para os próximos ciclos eleitorais.

Entretanto, não há indicação de que o PT tenha decidido abrir mão de apresentar uma candidatura própria em futuras eleições presidenciais.

A declaração representa o posicionamento do governador baiano, e não uma deliberação formal da direção nacional do partido.

Jerônimo defende renovação sem afastar aliados tradicionais

Ao abordar o futuro do PT, Jerônimo Rodrigues procurou diferenciar renovação de exclusão política.

Segundo o governador, a modernização do partido e do governo pode ocorrer com a valorização de novas lideranças e a preservação de alianças já estabelecidas.

A defesa de um possível sucessor de Lula fora do PT segue essa lógica de ampliação da participação partidária.

O posicionamento também considera o papel de diferentes forças políticas na composição da base de apoio ao presidente.

Para Jerônimo, o critério central deve ser a convergência em torno das propostas de governo e a capacidade de construir uma atuação conjunta.

Novo governo Lula terá desafio de conciliar interesses dos aliados

A reeleição de Lula abre uma nova etapa de negociações entre os partidos que integram a base governista.

A composição ministerial, a distribuição de responsabilidades e a relação com o Congresso estarão entre os temas das articulações políticas.

Jerônimo Rodrigues defende que o Nordeste participe de maneira mais expressiva dessas discussões, considerando a representação regional do PT e o resultado eleitoral na Bahia.

Ao mesmo tempo, o governador sustenta que o futuro sucessor de Lula poderá pertencer a outra legenda, desde que esteja alinhado ao campo político governista.

As declarações não representam uma definição antecipada sobre a sucessão presidencial ou a composição da próxima equipe de governo.

Por enquanto, a manifestação reforça duas posições do governador baiano: a defesa de uma base política mais ampla e a cobrança por maior participação do Nordeste nas decisões do governo federal.

Fonte: O Globo, com declarações do governador Jerônimo Rodrigues reproduzidas pelo BNews.

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Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo, jornalista baiano, nascido em Feira de Santana, com mais de 15 anos de experiência, é referência em notícias locais e inovação do Minha Bahia.
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