Flávio Bolsonaro critica aumento do Bolsa Família
O candidato à Presidência da República pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, criticou nesta quinta-feira (17) o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo reajuste de 15,04% no Bolsa Família.
A declaração foi feita durante comício em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia.
Segundo Flávio, a medida foi anunciada em um “ato de desespero” na reta final da campanha eleitoral.
Presidenciável cita “falsa promessa da picanha”
Durante o discurso, Flávio Bolsonaro comparou o reajuste do programa social a uma nova “falsa promessa da picanha”.
O senador afirmou que Lula teria assinado o decreto mesmo sabendo que a medida seria proibida durante o período eleitoral.
“Não caiam em mais uma falsa promessa da picanha porque o Lula, num ato de desespero, acabou de fazer um decreto, mesmo sabendo que é ilegal e que é proibido durante as eleições”, disse Flávio durante comício em Vitória da Conquista.
Flávio questiona momento do anúncio
O candidato do PL também criticou o fato de o reajuste ter sido anunciado a poucos dias do primeiro turno.
Para ele, o governo federal deixou de adotar a medida durante os quatro anos de mandato e só anunciou o aumento próximo da votação.
“Fez uma coisa que não fez em quatro anos de governo e, faltando 17 dias para eleição, ele acha que vai enganar alguém dando reajuste no Bolsa Família. Ele sabe que isso não pode, mas é o desespero porque ele sabe que já perdeu, porque o próximo presidente da República é Flávio Bolsonaro”.
Candidato diz que manterá benefício
Apesar das críticas ao reajuste anunciado por Lula, Flávio Bolsonaro afirmou que pretende manter o Bolsa Família.
O senador disse que, caso seja eleito, buscará preservar o benefício e ampliar ações voltadas às famílias atendidas pelo programa.
Segundo ele, a proposta é “abraçar” e “cuidar” dos beneficiários, além de “estender a mão para fazer muito melhor”.
Reajuste eleva valor mínimo para R$ 691
A medida anunciada pelo governo federal foi adotada a 17 dias do primeiro turno das eleições presidenciais.
Com o reajuste, o repasse mínimo do Bolsa Família passará de R$ 600 para R$ 691 por família.
O novo valor começará a ser pago aos beneficiários em 19 de outubro.
Pagamento ocorrerá antes do segundo turno
O início do pagamento do novo valor está previsto para menos de uma semana antes do segundo turno das eleições.
A votação em segundo turno está marcada para o dia 25 de outubro.
O calendário de pagamento ampliou a repercussão política da medida entre aliados e adversários do governo Lula.
TSE rejeitou pedido para barrar reajuste
O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou um pedido apresentado pelo deputado federal Zé Trovão (PL-SC) para barrar o reajuste do Bolsa Família.
O parlamentar é aliado de Flávio Bolsonaro.
Na decisão, o ministro ainda não analisou o mérito da questão.
Campanha de Flávio também criticou medida
O coordenador político da campanha de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho (PL-RN), também se manifestou sobre o reajuste.
Em nota, Marinho afirmou que o governo federal dá com uma mão e “tira com as duas”.
Ele também disse que Lula estaria desesperado diante da possibilidade de perder as eleições.
Rogério Marinho fala em uso eleitoral de dinheiro público
Na avaliação de Rogério Marinho, o Bolsa Família é um programa importante, mas não poderia ser usado como instrumento eleitoral.
“Bolsa Família é importante. Mas dinheiro público não pode ser usado como instrumento eleitoral, atropelando o Congresso e a legislação”, disse Marinho.
A crítica reforça o argumento da campanha de Flávio Bolsonaro de que o anúncio teria finalidade eleitoral.
Marinho usa expressão “Robin Hood às avessas”
O coordenador político da campanha do PL também criticou a política econômica do governo Lula.
“É o Robin Hood às avessas: dá com uma mão e tira com as duas. Tira elevando imposto. Tira aumentando juros. Tira causando inflação. Tira forçando endividamento das famílias. Tira criando taxa das blusinhas e depois fingindo que não é o pai. Tira dando subsídios para diesel e fazendo você pagar a conta”.
Reajuste segue em debate eleitoral
O reajuste do Bolsa Família passou a ocupar espaço central no debate eleitoral após o anúncio feito pelo governo federal.
Enquanto Lula defende a medida como ampliação do acesso à renda e proteção social, adversários políticos questionam o momento da decisão e apontam possível uso eleitoral do benefício.
O tema deve continuar repercutindo durante a reta final da campanha presidencial.