quinta-feira, 16 julho 2026

Kiki Bispo rejeita CEI após operação contra vereador e critica uso político do caso

Líder da oposição na Câmara de Salvador afirmou que não há clima para instalação de comissão de inquérito após ação do Ministério Público contra George Gordinho da Favela.

Kiki Bispo rejeita abertura de CEI após operação contra vereador

O vereador e líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS), Kiki Bispo (União), afirmou que não há “clima” para a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) na Casa após ações do Ministério Público contra o vereador George Gordinho da Favela (PP).

A declaração foi dada nesta quinta-feira (16). Segundo Kiki, uma investigação sobre o caso não seria competência da Câmara Municipal de Salvador.

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Vereador questiona competência da Câmara

Kiki Bispo afirmou que a oposição precisa ter responsabilidade ao tratar do episódio e destacou que a Câmara não teria atribuição para acompanhar formalmente esse tipo de investigação.

“A gente pede que a oposição tenha responsabilidade com os fatos, até porque me causa estranheza a questão da competência. A Câmara não tem competência para acompanhar um fato desse episódio”, destaca o líder do governo municipalista no Legislativo.

Kiki diz que vereadores podem acompanhar individualmente o caso

O parlamentar também afirmou que, por se tratar de um vereador, qualquer membro da Câmara pode acompanhar os desdobramentos no Ministério Público e no Judiciário.

Apesar disso, ele defendeu que a instituição, enquanto Casa Legislativa, não teria legitimidade para instalar uma CEI neste momento.

Ele completa que “como se trata de um vereador, qualquer vereador pode acompanhar os fatos do Ministério Público, do Judiciário, pertinente a cada um, mas a Câmara, ao meu modo de ver, não tem legitimidade e competência para instalar uma CEI nesse momento”.

Aladilce Souza defendeu criação de comissão de inquérito

A criação de uma Comissão Especial de Inquérito foi defendida pela vereadora Aladilce Souza (PCdoB).

Em pronunciamento recente, a parlamentar afirmou que a operação do Ministério Público revelou um esquema envolvendo empresas que receberam valores significativos em repasses da prefeitura, com impacto sobre o erário público.

Kiki Bispo critica possível uso político do caso

Para Kiki Bispo, a prioridade do grupo é impedir que o episódio seja usado como “palanque político” pela oposição na capital baiana.

“É claro e evidentemente que nós não vamos permitir, sobretudo que um fato dessa natureza, que tem o Judiciário e o Ministério Público acompanhando, se torne um palanque político”, sustenta.

Parlamentar compara postura com caso envolvendo Wagner

Kiki também afirmou que o grupo ao qual pertence, que atua como oposição estadual ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e ao PT, já adotou postura semelhante em outros episódios.

Segundo ele, o bloco não tentou transformar em disputa política situações que já estavam sob análise de órgãos competentes.

“Não fizemos isso com Wagner quando ele teve a casa invadida em um mandado de busca e apreensão, justamente por entender que existe um foro competente para poder cuidar dos assuntos”, finaliza.

Caso segue acompanhado pelo Ministério Público e Judiciário

A operação contra o vereador George Gordinho da Favela segue sob acompanhamento dos órgãos responsáveis pela investigação.

Enquanto integrantes da oposição defendem a instalação de uma comissão na Câmara, Kiki Bispo sustenta que o caso deve permanecer no âmbito do Ministério Público e do Judiciário.

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Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo, jornalista baiano, nascido em Feira de Santana, com mais de 15 anos de experiência, é referência em notícias locais e inovação do Minha Bahia.
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