quarta-feira, 1 julho 2026
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Denúncia na Saúde de Santa Bárbara aponta assédio sexual e abusos psicológicos

Ministério Público do Trabalho abriu inquérito civil para apurar denúncias de assédio sexual, abusos psicológicos, assédio eleitoral e outras irregularidades na Secretaria Municipal de Saúde de Santa Bárbara.

MPT investiga denúncias na Saúde de Santa Bárbara

O Ministério Público do Trabalho (MPT) instaurou um inquérito civil para investigar denúncias de irregularidades na Secretaria Municipal de Saúde de Santa Bárbara, durante a gestão do prefeito Edifrâncio Oliveira (PSD).

A portaria foi assinada pela procuradora Lydiane Machado e Silva e publicada no último dia 22 de junho. O procedimento tem como objetivo apurar possíveis práticas de assédio no ambiente de trabalho da pasta.

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Inquérito apura assédio sexual e abusos psicológicos

O escopo da investigação aberta pelo MPT é amplo. A apuração inclui suspeitas de violência ou assédio psicológico, assédio sexual, abusos decorrentes do poder diretivo do empregador e outras formas de assédio laboral.

A portaria também cita expressamente a investigação de suposto assédio eleitoral. Segundo o Ministério Público do Trabalho, a abertura do inquérito ocorreu após o recebimento de uma denúncia formal relatando abusos na Secretaria Municipal de Saúde.

Investigação busca verificar violações trabalhistas

A investigação deverá esclarecer as circunstâncias relatadas na denúncia e verificar se houve violação de direitos trabalhistas coletivos e individuais no município.

O procedimento conduzido pelo MPT poderá reunir documentos, ouvir envolvidos e solicitar informações ao poder público municipal para aprofundar a apuração sobre os fatos denunciados.

Prefeito enviou projeto para empréstimo de R$ 18 milhões

Em dezembro do ano passado, o prefeito Edifrâncio Oliveira enviou um novo Projeto de Lei à Câmara Municipal solicitando autorização para contratar uma operação de crédito de até R$ 18 milhões junto ao Banco do Brasil.

De acordo com o Poder Executivo, o valor será destinado integralmente ao financiamento e à implantação de sistemas de energia solar fotovoltaica em prédios públicos, incluindo escolas, unidades de saúde e órgãos administrativos.

Nova proposta repete finalidade de lei anterior

A iniciativa do Executivo chama atenção por não ser inédita. Em 2022, a Lei Municipal nº 629 já havia autorizado a contratação de uma linha de crédito com o mesmo propósito.

A gestão municipal justifica o novo texto pela necessidade de adequar a legislação às condições e exigências atualizadas do Banco do Brasil. Para evitar sobreposição de normas, o novo projeto também prevê a revogação expressa da lei anterior.

Projeto tramita em regime de urgência na Câmara

Com uma base governista sólida, Edifrâncio Oliveira conta com o apoio de 10 dos 11 parlamentares da Câmara Municipal.

Com ampla maioria na Casa, o Palácio Municipal dá como certa a aprovação da matéria, que tramita em regime de urgência urgentíssima.

Críticos apontam riscos fiscais no investimento

Apesar do otimismo da gestão e do apelo ecológico e econômico da energia solar, especialistas e críticos do projeto acendem um alerta para o risco de descompasso fiscal.

O principal argumento contrário envolve a possibilidade de a economia gerada na conta de luz não ser suficiente para cobrir o custo das parcelas da dívida de R$ 18 milhões, acrescida de juros e taxas bancárias.

Economia com energia pode não compensar parcelas

Caso a compensação energética demore mais do que o previsto para superar o valor das parcelas, o município pode ver o projeto se tornar um fardo oneroso a curto e médio prazo.

Entre os fatores de risco apontados no mercado, estão possíveis falhas de projeção, custos extras de manutenção e problemas na conexão dos sistemas à rede elétrica local.

Problemas técnicos podem elevar custo do projeto

Se o sistema for mal projetado e gerar menos energia do que o previsto, a economia prometida pode cair, enquanto a parcela do banco permanece a mesma.

Problemas técnicos na instalação ou custos com a manutenção dos painéis solares também podem gerar despesas extras que não estavam previstas inicialmente no orçamento.

Sistema de créditos também preocupa críticos

A exemplo do que ocorre em outros municípios, o sistema de créditos pode ser afetado por problemas na conexão à rede elétrica local ou por suspensões arbitrárias por parte da concessionária de energia.

Esses fatores ampliam as preocupações sobre a viabilidade financeira da operação de crédito e sobre o impacto futuro das parcelas no orçamento municipal.

Prefeitura foi procurada pela reportagem

A reportagem procurou a Prefeitura de Santa Bárbara e ainda aguarda resposta aos questionamentos enviados.

O espaço permanece aberto para manifestação da gestão municipal sobre o inquérito instaurado pelo MPT e sobre o projeto de financiamento para implantação de energia solar em prédios públicos.

Por: https://atarde.com.br/

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Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo, jornalista baiano, nascido em Feira de Santana, com mais de 15 anos de experiência, é referência em notícias locais e inovação do Minha Bahia.
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