Sheila Lemos nega rompimento com Tiago Correia
A prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil), negou a existência de um rompimento político com o deputado estadual Tiago Correia (PSDB).
Apesar disso, ela admitiu divergências dentro do grupo político após a pré-candidatura do marido, Wagner Alves (União Brasil), ganhar força no município do sudoeste baiano.
Prefeita diz que não há briga política
Em entrevista ao programa Boa Tarde Bahia, da TV Band, nesta segunda-feira (1º), Sheila afirmou que a decisão de lançar Wagner como pré-candidato a deputado estadual foi construída internamente.
Segundo ela, Tiago Correia, que tem em Vitória da Conquista uma de suas principais bases eleitorais, foi informado previamente sobre o projeto.
“Não tem briga nenhuma, pelo menos da minha parte não tem. Eu não costumo brigar com ninguém”, declarou.
Tiago Correia teria sido avisado antes de ACM Neto
De acordo com Sheila, antes mesmo de conversar com o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), ela e Wagner procuraram Tiago Correia para comunicar a decisão.
“Quando nós decidimos, o grupo decidiu colocar o nome de Wagner, a primeira pessoa a ser avisada foi o próprio Tiago Correa. Eu vim com Wagner a Salvador e nós procuramos o Tiago. Falamos com o Tiago antes mesmo de falar com Neto e ficou tudo ajustado que as pessoas que estavam já caminhando com Tiago, continuariam caminhando com Tiago, sem problema nenhum”, afirmou.
Sheila defende pré-candidatura do marido
A prefeita justificou a pré-candidatura de Wagner Alves afirmando que parte da população de Vitória da Conquista deseja um representante que viva diariamente a realidade do município.
“Conquista tem esse desejo de ter alguém ali que vive na cidade todos os dias, que vive os problemas da cidade”, disse.
Prefeita admite desgastes no processo político
Mesmo adotando um tom conciliador, Sheila reconheceu que surgiram desgastes entre os grupos ao longo do processo político.
“Vai passando o tempo, aí começam algumas coisas que não se encaixam tão perfeitamente como deveriam encaixar. Então houve algumas conversas”, admitiu.
Saída de Diogo Azevedo aumenta tensão no grupo
A movimentação política ganhou novos contornos após o vereador mais votado de Vitória da Conquista, Diogo Azevedo, deixar o União Brasil.
O parlamentar migrou para o PSDB, partido de Tiago Correia, onde anunciou pré-candidatura a deputado federal.
Movimentações indicam racha político em Vitória da Conquista
Embora Sheila rejeite publicamente a existência de uma “guerra fria” entre os grupos, os movimentos recentes apontam para um cenário de tensão política no município.
De um lado, Wagner Alves se fortalece como aposta do grupo da prefeita para a Assembleia Legislativa da Bahia. Do outro, Tiago Correia amplia sua influência ao atrair Diogo Azevedo para o PSDB e consolidar um novo palanque político na cidade.
Sheila relembra trajetória de Diogo no grupo
Ao comentar a saída do vereador, Sheila destacou que Diogo Azevedo caminhava há anos com o grupo político ligado ao União Brasil.
“Diogo Azevedo anda conosco há muito tempo. Era filiado ao PFL, Democratas, União Brasil. Eu fiz o convite para ele sair candidato pela União Brasil, ele aceitou, foi o nosso vereador mais votado”, relembrou.
Prefeita cita possível infidelidade partidária
Sheila sinalizou incômodo com a mudança partidária de Diogo Azevedo e levantou a possibilidade de questionamento judicial por infidelidade partidária.
Segundo a prefeita, a vaga pertence ao partido, e o suplente pode reivindicar o mandato.
“Quando sai sem uma justificativa, é infidelidade partidária e o suplente tem direito a entrar pedindo a sua vaga”, explicou.
Sheila diz que permanência de Diogo limitou outros nomes
A prefeita também argumentou que a permanência de Diogo Azevedo no União Brasil inviabilizou a entrada de outros nomes na disputa proporcional.
Segundo ela, havia outros quadros interessados em disputar pelo partido.
“Nós poderíamos ter feito o próprio Alisson, que é o primeiro suplente, como o Nildo Freitas, ex-vereador. O próprio Chico Estrela queria sair candidato pelo União Brasil, mas não tinha mais espaço”, declarou.
Disputa reorganiza alianças para 2026
As movimentações envolvendo Sheila Lemos, Wagner Alves, Tiago Correia e Diogo Azevedo indicam uma reorganização das forças políticas em Vitória da Conquista.
O cenário ocorre em meio às articulações para as eleições de 2026, com disputas internas por espaço, palanque e liderança no município.
