Ciro Gomes é condenado por violência política contra mulher
O pré-candidato ao governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), foi condenado pelo crime de violência política contra a mulher cometido contra a prefeita de Crateús, Janaína Farias.
A decisão foi determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) na última terça-feira (19).
Pena foi fixada em 1 ano e 4 meses de prisão
A Justiça Eleitoral estabeleceu pena de 1 ano e 4 meses de prisão contra Ciro Gomes.
No entanto, por ele ser réu primário e possuir bons antecedentes, o juiz entendeu ser possível substituir a prisão por penas mais brandas.
Ex-ministro terá que pagar indenização
Com a substituição da pena, Ciro Gomes deverá pagar 20 salários mínimos de indenização a Janaína Farias, que também já ocupou uma vaga no Senado.
Além disso, o ex-ministro terá que pagar 50 salários mínimos a entidades de proteção dos direitos das mulheres no Ceará.
Declarações ofensivas motivaram a condenação
A Justiça Eleitoral entendeu que as declarações de Ciro Gomes contra Janaína Farias tiveram o objetivo de humilhá-la e constrangê-la.
Na época, durante entrevista, o ex-ministro chegou a dizer que a então senadora era uma “assessora para assuntos de cama”.
Ciro também chamou Janaína de “cortesã”
Em outros momentos, Ciro Gomes também chamou Janaína Farias de “cortesã” e afirmou que ela era responsável por “serviços particulares” e que “organizava as farras de Camilo Santana”.
Janaína era suplente de Camilo Santana, senador e ex-ministro da Educação.
Justiça mantém medidas cautelares contra Ciro
Além da condenação, o juiz manteve medidas cautelares contra Ciro Gomes.
Com isso, o ex-ministro está proibido de mencionar o nome de Janaína Farias, direta ou indiretamente, em pronunciamentos públicos ou publicações nas redes sociais.
Defesa ainda pode recorrer da decisão
A decisão foi tomada no âmbito da Justiça Eleitoral do Ceará e ainda cabe recurso por parte da defesa de Ciro Gomes.
O caso ganhou repercussão nacional por envolver violência política contra a mulher e declarações ofensivas dirigidas a uma liderança feminina em exercício de mandato público.
