quarta-feira, 11 março 2026
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Mata de São João decreta emergência na saúde por risco de falta de medicamentos

Prefeitura afirma que licitação sem propostas comprometeu estoque de remédios controlados em unidades de saúde.

Mata de São João decreta situação de emergência na saúde por risco de falta de medicamentos

Prefeitura aponta estoque crítico de remédios controlados

A Prefeitura de Mata de São João declarou situação de emergência no âmbito da Secretaria Municipal de Saúde devido ao risco de desabastecimento de medicamentos de uso controlado.

A medida foi oficializada na última sexta-feira (6), após a identificação de estoques comprometidos em unidades de saúde do município.

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Licitação não recebeu propostas para parte dos medicamentos

De acordo com a gestão municipal, o pregão nº 43 de 2025 não recebeu propostas para a compra de 31 dos 92 medicamentos previstos no edital.

Entre os itens que ficaram sem fornecedores, 15 estão com estoque considerado crítico.

O pregão foi realizado em 22 de dezembro de 2025, mas apenas 74 dias depois a prefeitura reconheceu oficialmente o risco de desabastecimento.

Portaria autoriza compra emergencial sem licitação

Diante do cenário, a prefeitura publicou uma portaria que autoriza a dispensa de licitação para a aquisição emergencial dos medicamentos que apresentam situação crítica de estoque.

A medida tem como objetivo garantir a continuidade do atendimento nas unidades de saúde e evitar a interrupção de tratamentos de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Moradores relatam falta de medicamentos e dificuldades no atendimento

No final de janeiro, a vereadora Kennya Potencia (PC do B) denunciou nas redes sociais a falta de medicamentos em unidades de saúde de Mata de São João.

Nos comentários da publicação, moradores também relataram dificuldades para agendar consultas e exames no município.

Prefeitura diz que medida busca proteger pacientes

Em nota, a Prefeitura de Mata de São João afirmou que a publicação da Portaria nº 43, de 6 de março de 2026, é uma ferramenta legal para garantir a continuidade do atendimento aos pacientes.

Segundo a administração municipal, a situação ocorreu porque empresas fornecedoras não apresentaram propostas ou não atenderam aos requisitos estabelecidos no edital da licitação.

A prefeitura informou ainda que todas as unidades de saúde estão sendo monitoradas para garantir que os atendimentos de urgência e da atenção básica não sejam comprometidos.

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Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo, jornalista baiano, nascido em Feira de Santana, com mais de 15 anos de experiência, é referência em notícias locais e inovação do Minha Bahia.
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