Embaixador diz que Brasil deve se “preparar para o pior” após escalada no Oriente Médio
O embaixador Celso Amorim, assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que o Brasil deve se preparar para possíveis desdobramentos graves no cenário internacional após a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei.
A declaração foi dada em entrevista à GloboNews nesta segunda-feira (2).
“Ninguém é juiz do mundo. Matar um líder de um país, que está em exercício, é condenável e inaceitável. Devemos nos preparar para o pior”, afirmou Amorim.
Risco de escalada
Segundo o diplomata, o conflito tem potencial de se alastrar por toda a região.
Ele destacou que o Irã historicamente mantém influência e fornece armamento a grupos xiitas em outros países do Oriente Médio, o que pode ampliar o alcance da crise.
Amorim informou que conversaria por telefone com o presidente Lula para tratar do tema, já que ainda não haviam discutido profundamente o assunto.
Contexto do conflito
A morte de Khamenei ocorreu após ataques coordenados atribuídos aos Estados Unidos e a Israel. O Irã anunciou ter retaliado, atingindo bases militares americanas na região.
Explosões foram registradas em cidades iranianas como Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah.
O ex-presidente Donald Trump declarou que a operação teve como objetivo proteger interesses americanos.
Segundo informações divulgadas pela Reuters com base em autoridades iranianas, a viúva de Khamenei, Mansoureh Khojasteh, morreu nesta segunda-feira (2), após ferimentos decorrentes dos ataques. Familiares também teriam sido vítimas.
