Quem é Adriano Lima, ex-prefeito de Serrinha, alvo da Polícia Federal
Ex-prefeito investigado por desvio de recursos
O ex-prefeito de Serrinha, Adriano Lima, foi alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quarta-feira (1º).
Ele é investigado por suspeitas de desvio de verbas públicas relacionadas a contratos de locação de veículos durante sua gestão.
Crimes investigados
Além do possível desvio de recursos, a PF apura o envolvimento do ex-prefeito em outros crimes:
- Fraude à licitação
- Lavagem de dinheiro
- Organização criminosa
As investigações apontam que o esquema teria funcionado entre 2017 e 2024.
Como funcionava o suposto esquema
Segundo a apuração, o grupo investigado atuava da seguinte forma:
- Licitações de veículos eram fraudadas
- Contratos apresentavam superfaturamento
- Serviços não eram executados integralmente
- Parte dos valores retornava em pagamentos em espécie
Um dos nomes citados na investigação é o deputado estadual Marcinho Oliveira, apontado como ligado às empresas envolvidas.
Mandados cumpridos em várias cidades
A operação cumpriu mandados de busca e apreensão em diferentes municípios da Bahia:
- Salvador
- Feira de Santana
- Santaluz
- Serrinha
Também houve diligências na residência e no gabinete parlamentar na Assembleia Legislativa da Bahia.
Trajetória política
Adriano Lima comandou a prefeitura de Serrinha por dois mandatos consecutivos, entre 2017 e 2024.
Sua carreira política começou no PP, mas recentemente ele migrou para o Partido Social Democrático, com o objetivo de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.
Histórico de polêmicas
Durante sua gestão, o ex-prefeito já havia sido alvo de questionamentos e penalidades administrativas.
Em abril de 2024, ele foi multado pelo Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia em R$ 3 mil, após denúncia envolvendo a empresa responsável pelo estacionamento rotativo da cidade.
Investigação segue em andamento
A Polícia Federal continua apurando o caso e não descarta novos desdobramentos.
Caso as irregularidades sejam comprovadas, os envolvidos poderão responder judicialmente por crimes contra a administração pública.
O caso ainda está em fase de investigação, e os citados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.
