terça-feira, 21 julho 2026

Oposição aciona TCU por suspeita de excesso em gastos de publicidade do governo Lula

Representação liderada pelo senador Rogério Marinho aponta que as despesas com propaganda institucional teriam estourado o limite legal permitido para o ano eleitoral. O questionamento envolve o uso de recursos para promover pautas legislativas populares, gerando também uma ofensiva no TSE.

Pedido de auditoria no Tribunal de Contas da União por suposto abuso

O líder da oposição no Senado Federal e coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho (PL-RN), protocolou uma representação formal perante o Tribunal de Contas da União (TCU). O objetivo da medida jurídica é instaurar uma investigação minuciosa sobre possíveis irregularidades nas despesas efetuadas pelo governo Lula com publicidade institucional ao longo deste ano eleitoral.

A peça jurídica toma como alvos a Presidência da República e a Secretaria de Comunicação Social (Secom). O parlamentar potiguar sustenta na denúncia que os desembolsos voltados para a difusão de informativos oficiais superaram o teto máximo autorizado pela legislação vigente. No entendimento da oposição, a conduta da gestão federal abre margem para a configuração de desvio de finalidade e de abuso de poder econômico no período que antecede o pleito.

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Campanha sobre jornada de trabalho e questionamentos no Legislativo

Um dos eixos centrais destacados por Rogério Marinho na petição enviada ao tribunal de contas é a inserção publicitária intitulada “Tempo com a Família”. A referida peça de propaganda aborda de maneira direta o debate nacional em torno do encerramento da jornada laboral na escala 6×1. De acordo com o levantamento apresentado pela oposição, essa ação de comunicação em específico teria consumido cerca de R$ 80 milhões dos cofres públicos.

A liderança oposicionista enfatiza que o montante representa uma fatia expressiva de todo o orçamento de marketing da Secom no ano de 2026. O senador argumenta que o direcionamento de verbas é inadequado pelo fato de a matéria sobre as escalas de trabalho ainda se encontrar em pleno rito de tramitação e debate nas comissões do Congresso Nacional. Na visão do parlamentar, o uso da máquina pública para dar visibilidade a uma pauta legislativa de forte apelo popular em pleno ano de eleição compromete a isonomia e pode desequilibrar a disputa política.

Pedidos de suspensão de inserções e auditoria de contratos

Na representação encaminhada aos ministros do TCU, o senador da oposição solicita a abertura de uma auditoria técnica detalhada nos contratos assinados pela Secom, exigindo a prestação de contas minuciosa das notas fiscais e ordens de veiculação. O pedido também inclui um requerimento de concessão de medida liminar para determinar a suspensão imediata de todas as inserções das campanhas publicitárias questionadas no rádio, na televisão e na internet. O documento sugere ainda o envolvimento de outros órgãos de fiscalização do Executivo, a exemplo da Controladoria-Geral da União (CGU), para atuar de forma conjunta no caso.

Ofensiva jurídica do PL no Tribunal Superior Eleitoral

Em paralelo à ação protocolada na corte de contas, o Partido Liberal (PL) prepara o ingresso de uma nova representação, desta vez focada na esfera jurídica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), abordando o mesmo conjunto de fatos.

Segundo a representação, até 18 de junho de 2026, os empenhos com publicidade institucional já somariam R$ 785,7 milhões, valor aproximadamente R$ 167,6 milhões acima do teto permitido para o primeiro semestre do ano eleitoral.

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Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo, jornalista baiano, nascido em Feira de Santana, com mais de 15 anos de experiência, é referência em notícias locais e inovação do Minha Bahia.
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