quinta-feira, 29 janeiro 2026
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Itapetinga: disputa entre tio e sobrinho do MDB antecipa eleição municipal de 2028

Ruptura entre Eduardo e Rodrigo Hagge divide o MDB em Itapetinga e antecipa a disputa familiar e política que promete dominar o cenário até 2028.

Itapetinga: briga entre tio e sobrinho do MDB antecipa disputa de 2028

Rompimento entre Eduardo e Rodrigo Hagge transforma 2026 em prévia da sucessão municipal

O clima político em Itapetinga, no sudoeste da Bahia, tem esquentado com a ruptura entre o prefeito Eduardo Hagge (MDB) e o ex-prefeito Rodrigo Hagge (MDB)tio e sobrinho que até pouco tempo dividiam o mesmo palanque. O rompimento abriu uma disputa interna no MDB local e já projeta reflexos diretos na corrida eleitoral de 2028.


Da aliança à ruptura

A parceria entre os dois teve fim poucos meses após a eleição de 2024, quando Eduardo Hagge, recém-reeleito com apoio do sobrinho, decidiu migrar para a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT). O movimento foi articulado com apoio dos irmãos Vieira Lima, figuras tradicionais do MDB baiano.

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Rodrigo, por outro lado, recusou a aproximação com o PT e preferiu manter aliança com o ex-prefeito ACM Neto (União Brasil), o que selou o rompimento entre os dois.

“Eduardo e Rodrigo sempre tiveram uma relação política forte, mas o realinhamento de Eduardo com o PT foi o ponto sem volta”, relatou uma fonte ligada ao MDB local.

Planos distintos para 2026

Eduardo Hagge já anunciou que não apoiará Rodrigo nas próximas eleições. O prefeito trabalha para emplacar Carlinhos Sobral (MDB), ex-prefeito de Coronel João Sá, como candidato a deputado estadual, enquanto apoiará Jayme Vieira Lima, presidente estadual do partido, para deputado federal.

Rodrigo, por sua vez, prepara uma candidatura independente a deputado estadual em 2026, mesmo admitindo que a iniciativa tem caráter mais estratégico que eleitoral. O objetivo é fortalecer seu nome para 2028, quando deve tentar retomar a Prefeitura, dessa vez enfrentando o próprio tio.


A ausência de Michel Hagge e a disputa pela herança política

A morte de Michel Hagge, ex-prefeito, ex-deputado e patriarca da família, acentuou a divisão. Pai de Eduardo e avô de Rodrigo, Michel era considerado o elo de equilíbrio político da família Hagge.

Sem o veterano, o que se observa é uma disputa aberta pela liderança do clã e pelo legado político construído ao longo de décadas em Itapetinga.


Novas alianças e estratégias

Enquanto Eduardo Hagge consolida sua gestão com o apoio do MDB e do PT, mirando uma futura aliança com o governo estadual, Rodrigo Hagge tem buscado alianças improváveis, inclusive com antigos adversários.

Ele se aproximou do deputado federal Antonio Brito (PSD) e da ex-candidata Cida Moura (PSD), que enfrentou Eduardo nas urnas em 2024 com apoio do PT.

O movimento surpreendeu até aliados históricos, que veem na aproximação um sinal de pragmatismo político e um esforço de Rodrigo para reconstruir sua base de apoio em torno de um projeto de retorno ao poder municipal.


Projeção para 2028

Com o cenário nacional e estadual influenciando diretamente a política local, Itapetinga tende a se tornar um microcosmo das disputas entre PT e União Brasil.

A briga familiar entre tio e sobrinho promete ser o principal divisor de forças da política itapetinguense nos próximos anos, transformando 2026 em uma prévia decisiva para a eleição municipal de 2028.

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Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo, jornalista baiano, nascido em Feira de Santana, com mais de 15 anos de experiência, é referência em notícias locais e inovação do Minha Bahia.
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