quinta-feira, 29 janeiro 2026
spot_imgspot_imgspot_imgspot_img

Governo busca recompor base no Congresso e já mira as eleições de 2026

Planato inicia rearranjo político para garantir apoio em votações até o fim do ano e fortalecer alianças visando a reeleição de Lula em 2026.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou um movimento para recompor sua base de apoio no Congresso Nacional, após a demissão de aliados políticos de deputados que votaram contra a medida provisória (MP) que aumentava impostos.

A estratégia do Planalto é premiar parlamentares leais e atrair novos apoios para votações prioritárias até o fim do ano, além de consolidar alianças com vistas à reeleição de Lula em 2026.

Fique ligado! Participe do nosso canal do WhatsApp! Quero Participar

Durante entrevista nesta quarta-feira (22), o presidente afirmou de forma categórica que será candidato à reeleição, o que acelerou a reorganização política da base governista.

Cargos em jogo e reaproximação

Desde o dia 10, o Planalto começou a exonerar indicados de deputados que votaram contra o governo. A ministra Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais) coordena o mapeamento dos cargos vagos e conduz reuniões com lideranças partidárias para definir substituições.

Fontes ligadas à ministra afirmam que parlamentares demitidos também têm buscado reconciliação com o Executivo para evitar isolamento político.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem sido peça-chave nesse processo. Ele se reuniu com Gleisi nesta quarta-feira (22), acompanhado do líder do PP na Câmara, Doutor Luizinho (RJ), e do ministro André Fufuca (Esporte). Um novo encontro está previsto para esta quinta (23) com o líder do União Brasil, Pedro Lucas (MA).

Evitar novo “efeito Lira”

A intenção do governo é centralizar o controle da articulação política, evitando a repetição do modelo do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que montou uma rede própria de aliados — incluindo nomes do PL de Jair Bolsonaro — e diminuiu o poder de influência do Executivo.

O Planalto quer que cada nome indicado tenha seu desempenho mapeado e cobrado, garantindo fidelidade nas votações de interesse do governo.

Emendas e acenos ao centrão

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), confirmou que Lula ordenou uma repactuação com os partidos da base.

“Repactuar a construção dos partidos que estão dispostos a caminhar com o governo para aprovação das matérias estratégicas”, afirmou.

A liberação de emendas parlamentares é vista como o instrumento mais eficiente para reconstruir a base aliada. Um aliado de Lula revelou que o governo fará uma força-tarefa até o final da semana para acelerar os pagamentos, especialmente para aprovar as propostas que substituirão a MP dos impostos.

Parlamentares do centrão admitem que há disposição para o diálogo, mas pedem que o governo separe a governabilidade das articulações eleitorais de 2026. Eles afirmam que a mistura entre cargos e reeleição pode gerar novo desgaste.

“O governo precisa mostrar que busca estabilidade política, não apenas vantagem eleitoral”, disse um líder do bloco.

Um teste de fidelidade até dezembro

A recomposição da base deve ocorrer de forma gradual até o final do ano, acompanhando as votações do chamado “pacote eleitoral”, que inclui medidas populares como o programa Gás do Povo.

Nos bastidores, o Planalto acredita que, com a melhora na avaliação do governo Lula e o reforço nas entregas orçamentárias, será possível conter o avanço da oposição e blindar o projeto de reeleição que já começa a ser costurado para 2026.

COMPARTILHE ESTE POST:

Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo, jornalista baiano, nascido em Feira de Santana, com mais de 15 anos de experiência, é referência em notícias locais e inovação do Minha Bahia.
MAIS NOTÍCIAS

Mais populares