sábado, 10 outubro 2026

Denúncia aponta pagamentos por praça de R$ 1 milhão com suspeita de irregularidades na Bahia

Morador acionou o TCM-BA e pediu vistoria presencial em obra no povoado de Campo Verde, em Quixabeira.

Obra de praça em Quixabeira é alvo de denúncia no TCM-BA

A obra de uma praça no povoado de Campo Verde, no município de Quixabeira, passou a ser analisada pelo Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA).

Um morador apresentou denúncia pedindo a paralisação do contrato e a realização de uma vistoria presencial no local.

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O caso envolve possíveis irregularidades na medição e no pagamento dos serviços contratados pela Prefeitura junto à empresa Unidade Empreendimentos.

Contrato tem valor de cerca de R$ 1,06 milhão

O contrato total da obra é de aproximadamente R$ 1,06 milhão.

A denúncia questiona a forma como os pagamentos foram realizados logo no início da execução.

Segundo o relato apresentado ao TCM-BA, os valores pagos não seriam compatíveis com o andamento físico da obra no local.

Primeira medição gerou pagamento de R$ 263 mil

O primeiro relatório de cobrança, referente ao período de julho a agosto de 2026, somou mais de R$ 278 mil.

Desse valor, a Prefeitura pagou R$ 263 mil.

A denúncia aponta que parte expressiva desse montante estaria ligada a serviços que não teriam sido executados conforme informado na documentação.

Assentamento de piso é questionado

Do total pago na primeira etapa, R$ 132 mil seriam referentes ao assentamento de 925 m² de piso sextavado.

No entanto, segundo o denunciante, uma visita ao local no fim de setembro teria mostrado uma área instalada muito menor.

Moradores também relataram que os blocos só começaram a ser colocados em meados de setembro, semanas depois da data indicada no relatório.

Fotos da obra levantaram suspeitas

A denúncia também cita imagens anexadas ao próprio relatório da obra.

Segundo o morador, uma das fotos mostraria o piso completamente pronto em agosto, o que seria incompatível com a situação observada no período.

Outras imagens, por outro lado, mostrariam o terreno ainda em terra, reforçando as dúvidas sobre a medição apresentada.

Cobrança por paisagismo também é questionada

Outro ponto citado na denúncia é uma cobrança de R$ 35 mil por serviços de paisagismo.

O denunciante afirma que não houve explicação detalhada sobre o que teria sido executado nesse item.

A falta de detalhamento é apontada como um dos elementos que justificam a necessidade de vistoria presencial.

Segunda medição elevou pagamentos para R$ 519 mil

As suspeitas aumentaram após a segunda medição, referente ao período de agosto a setembro.

O novo relatório somou R$ 241 mil e também foi pago rapidamente no mesmo mês.

Com os dois repasses, a Prefeitura já pagou R$ 519,7 mil, valor que representa quase metade do contrato total.

Relatório completo não teria sido publicado

Segundo a denúncia, o detalhamento completo da segunda medição não foi publicado no Portal da Transparência.

A ausência dessas informações dificultaria o acompanhamento público dos serviços executados.

O denunciante afirma que a falta de transparência reforça a necessidade de intervenção do TCM-BA.

Denunciante pede bloqueio de novos pagamentos

Para evitar possível prejuízo aos cofres públicos, o morador pediu o bloqueio de novos pagamentos do contrato.

Também solicitou uma inspeção presencial do Tribunal de Contas no local da obra.

Caso as irregularidades sejam confirmadas, a denúncia pede a devolução dos valores pagos a mais.

Prefeito foi notificado para apresentar defesa

O TCM-BA aceitou analisar o caso e notificou o prefeito de Quixabeira, Edinaldo Oliveira Rios.

O gestor tem prazo de cinco dias para apresentar defesa e documentos explicativos.

Somente depois dessa manifestação o Tribunal decidirá se suspende ou não os pagamentos restantes do contrato.

Tribunal vai avaliar possível congelamento de R$ 546 mil

Ainda restam cerca de R$ 546 mil a serem pagos no contrato da obra.

O TCM-BA deverá avaliar se há elementos suficientes para congelar esse valor enquanto a apuração estiver em andamento.

O caso segue sob análise do órgão de controle, que poderá adotar novas medidas conforme os documentos apresentados e a eventual vistoria no local.

Por: Rodrigo Tardio
www.atarde.com.br

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Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo, jornalista baiano, nascido em Feira de Santana, com mais de 15 anos de experiência, é referência em notícias locais e inovação do Minha Bahia.
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