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quinta-feira, 25 julho 2024
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General utiliza estrutura da Apex em Miami para participação em movimento golpista

Descubra como um alto oficial militar se envolveu em articulações golpistas utilizando recursos de uma agência brasileira em Miami. Uma investigação revela os detalhes surpreendentes deste caso.

Revelações impactantes sobre uso de recursos da Apex por General em articulações golpistas

O general Mauro Cesar Lourena Cid, ligado diretamente ao tenente-coronel Mauro Cid, recorreu à estrutura do escritório da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) em Miami. Seu objetivo era dar suporte a movimentos golpistas e marcar presença em um acampamento no quartel-general do Exército, opondo-se à posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva no término de 2022.

Contextualização

Naquela época, general Cid liderava o escritório da agência em Miami, ocupando o cargo por indicação do então presidente Jair Bolsonaro. A relação entre ambos remonta à década de 1970, quando foram colegas na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman). Vídeos exclusivos adquiridos pelo site UOL mostram Cid e um funcionário da Apex em meio ao acampamento militar em Brasília, no dia 3 de dezembro de 2022.

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Detalhes da participação

Nestas gravações, captadas por terceiros, observa-se a dupla perambulando pelo acampamento. Apesar da conversa entre eles não ser audível, a cena captura a gravidade de suas ações. Documentos oficiais revelam que general Cid e Michael Rinelli, diretor de investimentos da Apex em Miami, viajaram de Miami para Brasília num intervalo de 26 de novembro a 11 de dezembro de 2022. Os custos desta viagem, aproximadamente R$ 9.300, foram arcados pela Apex, embora não haja registros públicos dos gastos com passagens aéreas.

A viagem oficialmente destinava-se a um evento de confraternização da Apex, contudo, revelou-se uma fachada para a participação no acampamento golpista. Cid, além de levar colaboradores da Apex sem prévio aviso sobre o verdadeiro propósito da visita, utilizou recursos da agência em atividades antidemocráticas.

O papel da Apex e fiscalização

A Apex, apesar de ser uma entidade de direito privado, opera com fundos do sistema S e está sujeita à auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União), tendo a obrigação de prestar contas. No ano de 2022, a agência dispunha de um orçamento de R$ 1,3 bilhão.

Este caso surge em um momento delicado, onde investigações da Polícia Federal conectam a viagem do general à discussões de uma minuta golpista pelo então presidente Jair Bolsonaro com altos oficiais das Forças Armadas.

Investigações e acusações

O general Mauro Lourena Cid enfrenta investigações relacionadas à venda de joias nos Estados Unidos, recebidas por Jair Bolsonaro durante seu mandato. Paralelamente, ações e articulações para um golpe de estado começam a ser reveladas, intensificando as suspeitas sobre seu envolvimento em planos antidemocráticos.

Ademais, relatos de ex-funcionários da Apex, como Cristiano Laux, denunciam o uso indevido da infraestrutura da Apex para promoção de agendas golpistas. Segundo Laux, após sua demissão com a posse de Lula, o general solicitou auxílio para eliminar registros potencialmente incriminatórios.

Foi de conhecimento de gestores e alguns colaboradores que, no decorrer de 2022, o general Mauro Lourena Cid utilizou o escritório de Miami da Apex como base de articulação junto às lideranças militares nos movimentos antidemocráticos para evitar a posse do presidente Lula e destituição dos outros Poderes. O mesmo afirma em conversas nos corredores e cozinha da Apex que não haveria posse e se mostrava confiante em permanecer no cargo em Miami por um período mais longo, e mostrava seu celular, de propriedade da Apex, para colaboradores, onde continha mensagens e gravações com seus grupos da alta cúpula militar através do aplicativo WhatsApp
Cristiano Laux, ex-funcionário da Apex, em carta à cúpula do órgão.

A defesa do general Cid e Michael Rinelli optaram por não comentar as acusações. Este caso ilustra a complexidade e gravidade das tentativas de subversão democrática, expondo o uso de recursos públicos e institucionais em favor de interesses particulares e antidemocráticos.

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Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo, jornalista baiano, nascido em Feira de Santana, com mais de 15 anos de experiência, é referência em notícias locais e inovação do Minha Bahia.
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