Limite de renda do Minha Casa, Minha Vida sobe para R$ 13 mil
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) propôs reajuste em todas as faixas do programa Minha Casa, Minha Vida. Na modalidade voltada à classe média, o limite de renda familiar passará de R$ 12 mil para R$ 13 mil.
A proposta foi formalizada em reunião do grupo técnico de apoio ao conselho curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e ainda precisa ser aprovada para entrar em vigor.
Novos limites de renda
Pela proposta apresentada:
Faixa 1: de R$ 2.850 para R$ 3.200
Faixa 2: de R$ 4.700 para R$ 5.000
Faixa 3: de R$ 8.600 para R$ 9.600
Modalidade classe média: de R$ 12 mil para R$ 13 mil
Na Faixa 1, as moradias são subsidiadas com recursos do Orçamento da União transferidos ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). Nas demais faixas, os financiamentos contam com juros abaixo dos praticados pelo mercado, utilizando recursos do FGTS e do Fundo Social do Pré-Sal.
Ampliação do valor dos imóveis
O governo também propôs elevar o teto dos imóveis financiáveis:
Faixa 3: de R$ 350 mil para R$ 400 mil
Classe média: de R$ 500 mil para R$ 600 mil
A medida busca ampliar o acesso ao crédito habitacional, especialmente para a classe média, que enfrenta dificuldades diante da alta taxa de juros e da redução dos recursos da poupança.
Estratégia econômica
Na atual gestão, foi criada a modalidade voltada à classe média, com aporte de R$ 15 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal para financiar operações do programa.
O objetivo é estimular o mercado imobiliário e facilitar o acesso à casa própria, reduzindo a pressão sobre as linhas tradicionais de financiamento e ampliando o crédito habitacional no país.
A proposta aguarda deliberação do conselho curador do FGTS para ser oficialmente implementada.
