Lula escolhe Jorge Messias como indicado para vaga de Barroso no STF
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já definiu o nome que ocupará a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, o escolhido é o atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias.
O anúncio oficial deve ser feito nas próximas horas, e, após a formalização, Messias passará por sabatina no Senado Federal, responsável por aprovar ou rejeitar a indicação.
Messias era o favorito de Lula e do PT
A indicação de Jorge Messias vinha sendo amplamente defendida por lideranças petistas, que consideram o ministro um aliado de confiança e com sólida trajetória técnica.
Entre os cotados para a vaga, Messias era o nome mais próximo de Lula — com quem mantém relação desde os governos anteriores do petista.
Messias já ocupou cargos de destaque na administração pública, como secretário-executivo da Casa Civil no governo Dilma Rousseff, além de ter sido procurador da Fazenda Nacional e advogado da União.
Aposentadoria de Barroso abre vaga na Suprema Corte
A aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso foi oficializada pelo governo Lula nesta quarta-feira (15), conforme publicação no Diário Oficial da União (DOU).
A saída do ex-presidente do STF será efetivada no sábado (18).
Barroso, que tem 67 anos, poderia permanecer no cargo até os 75 anos, idade da aposentadoria compulsória, mas decidiu encerrar sua trajetória na Corte por vontade própria, um mês após deixar a presidência do tribunal.
Durante a sessão em que anunciou sua saída, no dia 9 de outubro, Barroso fez um discurso marcado pela emoção e agradecimentos aos colegas de magistratura.
Com a indicação de Messias, Lula consolida influência no STF
A escolha de Jorge Messias marca mais um movimento do presidente Lula para reforçar sua influência no Supremo Tribunal Federal.
Messias, conhecido por seu perfil técnico e discreto, é visto como um jurista de linha progressista, com postura conciliadora e forte alinhamento institucional ao Executivo.
Com a confirmação pelo Senado, o novo ministro deve atuar em pautas sensíveis ao governo, como políticas ambientais, regulação digital e temas econômicos ligados à União.
