terça-feira, 17 março 2026
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Caminhoneiros ameaçam paralisação nacional por alta do diesel e cobram medidas do governo

Categoria critica aumento do combustível e diz que redução de impostos não surtiu efeito.

Caminhoneiros ameaçam paralisação nacional por alta do diesel e cobram medidas do governo

Categoria articula greve sem data definida

Caminhoneiros de diversas regiões do país estão organizando uma possível paralisação nacional nos próximos dias, em reação ao aumento do preço do diesel e à insatisfação com medidas adotadas pelo governo federal.

A mobilização envolve tanto motoristas autônomos quanto profissionais contratados por empresas de transporte.

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Movimento é liderado por entidades do setor

Segundo Wallace Landim, líder da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), a categoria já decidiu pela paralisação, mas ainda articula uma data para ampliar a adesão nacional.

Há mobilizações em estados como São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e no Distrito Federal.

Alta do diesel anula medidas do governo, dizem caminhoneiros

A principal crítica do setor é que o recente pacote do governo, que zerou tributos como PIS e Cofins para reduzir o preço do diesel, não teve efeito prático.

Isso porque a Petrobras anunciou, logo em seguida, um aumento de R$ 0,38 por litro do diesel nas refinarias.

Segundo a estatal, o reajuste foi motivado pela alta internacional do petróleo, influenciada por conflitos no Oriente Médio.

Categoria cobra cumprimento do piso do frete

Além da redução do preço do combustível, os caminhoneiros também exigem o cumprimento da Lei 13.703 de 2018, criada após a greve de 2018.

A legislação estabelece valores mínimos para o transporte rodoviário de cargas, mas, segundo a categoria, não é devidamente fiscalizada.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) é responsável por essa fiscalização.

Outras demandas incluem pedágio e previsibilidade

Entre as reivindicações estão:

  • Isenção de pedágio para caminhões vazios
  • Garantia de cumprimento do piso do frete
  • Maior previsibilidade nos custos operacionais

Segundo Landim, muitos profissionais aceitam valores abaixo do mínimo devido à pressão do mercado.

Governo acompanha situação e busca diálogo

O governo federal já monitora o risco de paralisação. Integrantes da Casa Civil entraram em contato com lideranças do setor para discutir possíveis soluções.

No entanto, há desconfiança entre os caminhoneiros quanto à efetividade das negociações.

Estados resistem a reduzir ICMS

Governadores também rejeitaram o pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para reduzir o ICMS sobre o diesel.

Eles argumentam que já tiveram perdas significativas com reduções anteriores e apontam que distribuidoras e postos nem sempre repassam as quedas de preços ao consumidor.

Setor alerta para impacto econômico

O Brasil possui cerca de 790 mil caminhoneiros autônomos e aproximadamente 750 mil motoristas contratados.

Para a categoria, a combinação entre diesel caro, fretes pressionados e custos operacionais elevados torna a atividade insustentável.

A paralisação, segundo lideranças, pode ser a única forma de pressionar por mudanças concretas no setor.

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Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo, jornalista baiano, nascido em Feira de Santana, com mais de 15 anos de experiência, é referência em notícias locais e inovação do Minha Bahia.
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