Wellington César Lima e Silva surge como favorito para o Ministério da Justiça
O nome do baiano Wellington César Lima e Silva passou a ser fortemente cotado para assumir o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em substituição ao ministro Ricardo Lewandowski. A informação foi divulgada pela CNN e ganhou repercussão nos bastidores políticos de Brasília.
O jurista possui bom trânsito junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e também mantém relação próxima com a ala baiana do governo federal, o que tem pesado na avaliação sobre a sucessão no comando da pasta.
Experiência anterior no comando do Ministério
Wellington César Lima e Silva já ocupou o cargo de ministro da Justiça em 2016, durante o governo da então presidente Dilma Rousseff (PT). Na ocasião, sua passagem pelo ministério foi curta, marcada por entraves jurídicos relacionados à sua carreira no Ministério Público.
À época, Wellington exercia o cargo de procurador de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA). O Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que ele só poderia permanecer no ministério se solicitasse exoneração definitiva do Ministério Público.
Demissão após 11 dias no cargo
Diante da exigência, Wellington César Lima e Silva optou por deixar o Ministério da Justiça. Onze dias após tomar posse, ele pediu demissão do cargo e foi substituído por Eugênio Aragão, que à época exercia a função de vice-procurador-geral eleitoral.
Atuação no governo Lula
Na atual gestão do presidente Lula, Wellington César Lima e Silva ocupou o cargo de secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil. A função é considerada estratégica dentro do Palácio do Planalto e mantém interlocução direta com o presidente da República.
O jurista deixou o posto em julho do ano passado, após ser indicado por Lula para assumir a função de advogado-geral da Petrobras.
Nome ganha força nos bastidores
Com a saída iminente de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça, o nome de Wellington César Lima e Silva voltou a circular com força entre auxiliares do governo e aliados políticos. Até o momento, o Palácio do Planalto não confirmou oficialmente a escolha, mas a possibilidade de retorno do baiano ao comando da pasta é tratada como uma das principais opções em análise.
