Richarlison apresenta documentos e acusa Flávio Bolsonaro de tomar ilha no Rio
O atacante Richarlison, do Tottenham e da Seleção Brasileira, divulgou nesta quarta-feira (21) um vídeo com documentos que, segundo ele, comprovam a compra de uma ilha localizada em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro.
O imóvel, avaliado em aproximadamente R$ 10 milhões segundo o jogador, é objeto de uma disputa judicial que envolve o advogado Willer Tomaz, apontado como amigo do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Richarlison acusa o parlamentar de ter obtido a posse do imóvel sem realizar o pagamento correspondente. A alegação, entretanto, é contestada no contexto da disputa e não representa uma conclusão judicial sobre a propriedade.
No vídeo, o jogador também apresentou o registro de uma mensagem enviada ao senador, na qual cobra esclarecimentos e a devolução dos valores que afirma ter investido.
Jogador afirma ter comprado ilha em outubro de 2020
De acordo com Richarlison, a aquisição da propriedade ocorreu em outubro de 2020 e foi realizada dentro dos procedimentos legais.
O atacante apresentou documentos relacionados à negociação para sustentar sua versão sobre a origem dos direitos que reivindica sobre o imóvel.
A divulgação do material ocorreu após questionamentos públicos sobre a existência de comprovantes da transação.
Segundo o jogador, o procedimento de aquisição foi acompanhado por autoridades judiciais no Rio de Janeiro.
“Foi tudo na frente do juiz, foi tudo na frente do desembargador do Rio de Janeiro. E foi tudo correto”, afirmou o jogador.
Embora os documentos tenham sido apresentados publicamente, a definição sobre os direitos de propriedade permanece vinculada à disputa judicial.
Advogado desafiou Richarlison a comprovar pagamento de R$ 10 milhões
A controvérsia ganhou maior repercussão no domingo (18), quando o advogado Willer Tomaz desafiou Richarlison a apresentar provas da compra da ilha.
O advogado estabeleceu um prazo de 72 horas para que o jogador comprovasse a aquisição e o pagamento dos R$ 10 milhões que afirma ter investido na propriedade.
Willer declarou que, caso os documentos fossem apresentados, transferiria os direitos sobre o imóvel ao atacante sem exigir qualquer pagamento.
A manifestação provocou uma resposta pública de Richarlison, que divulgou o vídeo e os registros relacionados à negociação nesta quarta-feira.
Richarlison critica demora da Justiça em analisar documentação
Além de defender a legitimidade da compra, Richarlison questionou a condução dos procedimentos judiciais relacionados ao imóvel.
Segundo ele, uma solicitação de regularização apresentada por sua empresa permaneceu sem resposta durante aproximadamente dez meses.
O atacante afirmou que, posteriormente, o processo envolvendo Willer Tomaz teve andamento muito mais rápido.
Para Richarlison, a diferença de tratamento entre os procedimentos levanta questionamentos sobre a tramitação do caso.
“A Justiça foi falha. A gente sempre esperou a resposta deles e eles nada, só ficavam enrolando. Até chegar a turma do Willer Tomaz, e aí então aconteceu a mágica. Para eles, aconteceu muito rápido, foi questão de dias. Está aí a prova de que comprei a ilha, que você disse que ia devolver”, disse.
As críticas refletem a avaliação do jogador sobre a condução da disputa. As informações apresentadas não permitem concluir, por si só, que tenha ocorrido favorecimento ou irregularidade judicial.
Flávio Bolsonaro é citado em disputa sobre propriedade
O nome do senador Flávio Bolsonaro passou a integrar a repercussão do caso após Richarlison atribuir ao parlamentar responsabilidade pela situação envolvendo a ilha.
Segundo o jogador, o candidato à Presidência teria obtido a posse do imóvel sem efetuar o pagamento correspondente.
Richarlison também divulgou o registro de uma mensagem enviada ao senador, na qual solicita a devolução dos recursos que afirma ter utilizado na aquisição.
A controvérsia envolve a relação entre a compra reivindicada pelo atleta, os direitos atribuídos ao advogado Willer Tomaz e a suposta participação de Flávio Bolsonaro.
Até as informações apresentadas, não havia demonstração de uma decisão judicial definitiva que confirmasse a acusação feita pelo jogador contra o senador.
Atacante nega ter usado disputa durante campanha eleitoral
Richarlison também respondeu às críticas de que estaria utilizando o período eleitoral para dar maior visibilidade ao caso.
Segundo o jogador, o contato com Flávio Bolsonaro ocorreu antes de a disputa pela propriedade ganhar repercussão pública.
Ele afirmou que a mensagem encaminhada ao senador foi enviada no início de 2026, meses antes do segundo turno das eleições presidenciais.
O atacante utilizou essa informação para contestar a interpretação de que suas manifestações estariam relacionadas exclusivamente ao calendário eleitoral.
A divulgação dos documentos, segundo sua versão, ocorreu como resposta ao desafio feito publicamente por Willer Tomaz.
Disputa envolve posse, documentação e regularização da ilha
A controvérsia judicial envolve diferentes aspectos relacionados aos direitos sobre o imóvel localizado em Angra dos Reis.
Entre os pontos apresentados publicamente estão a documentação da compra realizada em 2020, o pagamento de aproximadamente R$ 10 milhões e a tramitação dos pedidos de regularização.
Também há divergências sobre os direitos reivindicados pelas partes e sobre os procedimentos adotados durante a disputa.
A apresentação de comprovantes de pagamento pode ser relevante para demonstrar a realização de uma transação, mas a titularidade de um imóvel depende da análise dos documentos e das exigências legais aplicáveis.
Por esse motivo, a resolução da controvérsia exige a avaliação dos elementos apresentados pelas partes no processo judicial.
Caso ganhou repercussão durante segundo turno das eleições
A disputa envolvendo Richarlison, Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro ganhou visibilidade nacional em meio ao segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
O episódio passou a reunir discussões sobre direitos de propriedade, procedimentos judiciais e alegações direcionadas ao candidato do PL.
Com a divulgação do vídeo nesta quarta-feira, Richarlison apresentou sua versão dos acontecimentos e respondeu diretamente ao desafio feito pelo advogado.
Apesar da repercussão, as acusações relacionadas à suposta obtenção do imóvel sem pagamento ainda dependem de comprovação.
A definição sobre a propriedade da ilha e os direitos reivindicados pelos envolvidos permanece condicionada à análise judicial do caso.