segunda-feira, 28 setembro 2026

TRE-BA suspende propaganda que acusava Jaques Wagner de suposta “mesada” de R$ 3 milhões

Justiça Eleitoral entendeu que peça ultrapassou os limites da crítica política ao tratar acusação contra candidato ao Senado como fato consumado.

TRE-BA suspende propaganda contra Jaques Wagner

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou a suspensão de uma propaganda contra o candidato ao Senado Jaques Wagner (PT).

A decisão foi assinada pelo juiz eleitoral Mhercio Cerqueira Monteiro.

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Segundo o magistrado, a peça ultrapassou os limites da crítica política ao apresentar como fato uma acusação de que Wagner receberia uma suposta “mesada” de R$ 3 milhões por mês.

Propaganda foi exibida no horário eleitoral

A propaganda foi exibida no horário eleitoral gratuito na manhã deste domingo (27), às 6h49.

O material também fazia referência ao ex-governador Rui Costa.

Na peça, os candidatos Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL) citavam uma reportagem do UOL sobre uma proposta de delação de Daniel Vorcaro.

Peça citava suposto repasse mensal

A propaganda mencionava que, segundo a reportagem, Daniel Vorcaro teria dito que repassava R$ 3 milhões mensais ao grupo dos ex-governadores baianos.

Em seguida, a peça questionava se seria justo Wagner “faturar milhões” enquanto trabalhadores recebem seus salários.

A abordagem motivou a representação apresentada por Jaques Wagner à Justiça Eleitoral.

Wagner alegou conteúdo inverídico e ofensivo

Jaques Wagner acionou a Justiça Eleitoral alegando que o conteúdo era inverídico e ofensivo à sua honra.

Segundo a representação, a propaganda teria transformado informações relacionadas a uma suposta proposta de colaboração premiada em uma acusação direta de corrupção e recebimento de propina.

A defesa pediu a retirada do material e direito de resposta.

Juiz vê risco de induzir eleitorado a erro

Na decisão liminar, o TRE-BA entendeu que havia elementos suficientes para determinar a retirada imediata da propaganda.

O magistrado afirmou que a peça não se limitou a reproduzir informações sobre investigações ou propostas de delação.

Para o juiz, o material apresentou a acusação como fato consumado, o que poderia induzir o eleitorado a erro e atingir gravemente a honra do candidato.

Proximidade da eleição pesou na decisão

A decisão também considerou a proximidade da eleição e o alcance da propaganda eleitoral.

Esses fatores foram apontados como justificativa para a intervenção imediata da Justiça Eleitoral.

Com a liminar, a veiculação do material deverá ser interrompida.

Roma, Coronel e coligação têm 24 horas para cumprir decisão

Com a decisão, João Roma, Angelo Coronel e a coligação Unidos para Mudar a Bahia terão prazo de 24 horas para interromper a veiculação da propaganda.

As emissoras de rádio e televisão também foram notificadas para paralisar a transmissão do material.

Em caso de descumprimento, foi fixada multa de R$ 2 mil por dia de veiculação.

Direito de resposta ainda será analisado

O TRE-BA não concedeu, neste momento, o direito de resposta solicitado por Jaques Wagner.

Segundo a decisão, essa medida será analisada após a apresentação da defesa dos representados.

Os citados terão prazo de um dia para se manifestar no processo.

Wagner nega acusações

Na última sexta-feira (25), Jaques Wagner negou as acusações e classificou as declarações como “completamente falsas e oportunistas”.

“Mais uma vez, estão tentando envolver o meu nome com o escândalo do Banco Master. São declarações completamente falsas e oportunistas, criadas para interferir nas eleições”, ressaltou, em um vídeo distribuído nas redes sociais.

Candidato fala em “mentiras deslavadas”

No mesmo vídeo, Wagner comparou o episódio a ataques que afirma ter sofrido em eleições anteriores.

“Na eleição de 2018, também inventaram mentiras. Eu me elegi e minha inocência ficou provada. Agora, vai acontecer o mesmo. Dessa vez, inventaram sociedades e contratos falsos. São mentiras deslavadas. Eu nunca tive relação com o senhor Daniel Vorcaro. Repito: nunca tive relação com o senhor Daniel Vorcaro”, emendou o petista.

Caso segue na Justiça Eleitoral

A suspensão da propaganda vale de forma liminar, enquanto o processo continua em tramitação.

Após a manifestação dos representados, a Justiça Eleitoral deverá analisar os próximos pedidos, incluindo o direito de resposta.

O caso segue em avaliação pelo TRE-BA.

 

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Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo, jornalista baiano, nascido em Feira de Santana, com mais de 15 anos de experiência, é referência em notícias locais e inovação do Minha Bahia.
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