sexta-feira, 11 setembro 2026

Pablo Marçal vira alvo de investigação por racismo religioso após falas sobre a Bahia

MP-BA instaurou procedimento para apurar declarações de Pablo Marçal contra religiões de matriz africana e a população baiana.

Pablo Marçal vira alvo de procedimento do MP-BA

O político e empresário Pablo Marçal se tornou alvo de um procedimento administrativo instaurado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA).

A apuração foi aberta pela 1ª Promotoria de Justiça de Direitos Humanos após declarações feitas por Marçal contra praticantes de religiões de matriz africana e contra a população baiana.

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O caso ganhou repercussão após falas do candidato à Presidência da República durante entrevista ao A Tarde.

Declarações sobre a Bahia geraram polêmica

Concorrendo à Presidência da República, Pablo Marçal se envolveu em uma grande polêmica na última semana.

Durante a entrevista, ele declarou que “se macumba funcionasse, a Bahia era Dubai” e que “todo macumbeiro é um derrotado na vida”.

As falas foram consideradas ofensivas por atribuírem características negativas e depreciativas, de forma generalizada, a praticantes de religiões de matriz africana.

MP-BA apura possível racismo religioso

Segundo a promotora de Justiça Lívia Maria Santana e Sant’Anna Vaz, as declarações associam, de forma depreciativa, o desenvolvimento socioeconômico da Bahia a essas crenças religiosas.

Por esse motivo, o Ministério Público da Bahia apura a possível ocorrência de racismo religioso.

O órgão também analisa eventual prática de xenofobia, diante das referências feitas à população baiana.

Procedimento vai reunir informações técnicas

Com a instauração do procedimento, o MP-BA pretende colher informações técnicas, requisitar diligências e acompanhar a investigação penal do ponto de vista ministerial.

A apuração criminal deverá ser desenvolvida por autoridade policial junto à Delegacia de Repressão a Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decrin).

O objetivo é avaliar os elementos relacionados às falas, às publicações e à repercussão do conteúdo.

MP-BA envia cópia ao TSE

Além da apuração criminal, o Ministério Público da Bahia determinou o envio de cópia do processo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A medida ocorre porque Pablo Marçal disputa a Presidência da República.

O encaminhamento permitirá que a Justiça Eleitoral tome conhecimento formal do procedimento instaurado na Bahia.

Meta e Google/YouTube foram oficiados

O MP-BA também oficiou as plataformas digitais Meta e Google/YouTube.

As empresas deverão preservar dados e metadados relacionados à publicação.

A providência busca garantir que informações técnicas sobre origem, alcance e circulação do conteúdo sejam mantidas para eventual investigação.

Publicações nas redes serão analisadas

Segundo o Ministério Público, ao longo da apuração será feita análise adequada da autenticidade, origem, metadados e alcance das publicações divulgadas nas redes sociais e no veículo de comunicação.

Esses elementos deverão ajudar na instrução de eventual requisição de inquérito policial.

A análise também busca viabilizar a correta identificação de autoria e materialidade delitiva.

Caso segue sob apuração

O procedimento instaurado pelo MP-BA ainda está em fase de apuração.

As diligências deverão reunir informações sobre as declarações, sua circulação nas plataformas digitais e os possíveis impactos jurídicos das falas.

O caso poderá ter novos desdobramentos na esfera criminal e eleitoral.

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Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo, jornalista baiano, nascido em Feira de Santana, com mais de 15 anos de experiência, é referência em notícias locais e inovação do Minha Bahia.
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