quarta-feira, 19 agosto 2026

Justiça barra demissões da Casas Bahia e determina volta provisória de funcionários

Decisão do TRT-10 suspende demissões coletivas feitas pelo Grupo Casas Bahia após fechamento de lojas e pedido de recuperação judicial.

Justiça suspende demissões coletivas da Casas Bahia

A Justiça do Trabalho determinou a suspensão provisória das demissões coletivas realizadas pelo Grupo Casas Bahia na última semana.

A decisão foi tomada na terça-feira (18) pelo Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10).

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Além de suspender os desligamentos, a Justiça também restringiu novos cortes de funcionários sem a participação de entidades sindicais.

Decisão ocorre após pedido de recuperação judicial

A medida acontece poucos dias depois de a varejista protocolar um pedido de recuperação judicial.

Segundo a empresa, as dívidas chegam a R$ 17,3 bilhões.

O Grupo Casas Bahia ainda não se manifestou sobre a decisão judicial.

Demissões ocorreram em meio ao fechamento de lojas

O processo foi apresentado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC).

A entidade afirmou que a empresa fechou 298 lojas e realizou cerca de 1,9 mil demissões entre os dias 13 e 14 de agosto.

Segundo a CNTC, os desligamentos ocorreram sem uma intervenção sindical prévia.

Empresa deverá restabelecer vínculos de trabalhadores

A decisão, assinada pela juíza Katarina Mousinho de Matos, estabelece que a empresa deverá restabelecer provisoriamente os vínculos jurídicos e econômicos dos trabalhadores afetados.

O prazo determinado pela Justiça é de cinco dias, contados a partir da intimação da Casas Bahia.

Decisão não obriga reabertura das lojas

Apesar da determinação judicial, o documento esclarece que o restabelecimento dos vínculos não significa que as lojas fechadas deverão voltar a funcionar.

Também não há obrigação para que os trabalhadores retornem automaticamente aos antigos postos de trabalho de forma presencial.

A medida está relacionada à manutenção provisória dos vínculos jurídicos e econômicos dos funcionários atingidos pelas demissões.

Descumprimento pode gerar multa diária

Caso a Casas Bahia descumpra a ordem judicial, poderá ser aplicada multa de R$ 500 por dia para cada trabalhador afetado.

A penalidade busca garantir o cumprimento da decisão enquanto o caso segue em análise na Justiça do Trabalho.

Recuperação judicial envolve dívida bilionária

A decisão ocorre apenas dois dias depois de a companhia protocolar, no domingo (16), o pedido de recuperação judicial.

De acordo com a empresa, o processo envolve dívidas de R$ 17,3 bilhões e foi apresentado diante da deterioração das condições econômico-financeiras do grupo.

Empresa citou juros altos e restrição de crédito

Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Casas Bahia apontou fatores como taxas de juros elevadas, restrição de crédito, aumento dos custos financeiros e pressão sobre o consumo e o capital de giro.

Esses elementos foram citados pela companhia como parte do cenário enfrentado pela varejista.

Novos cortes dependem de participação sindical

Com a decisão da Justiça do Trabalho, os cortes realizados na semana passada ficam suspensos provisoriamente.

Novos desligamentos, por sua vez, ficam condicionados à intermediação das entidades sindicais.

O caso segue em tramitação, e a decisão ainda poderá ter novos desdobramentos.

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Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo, jornalista baiano, nascido em Feira de Santana, com mais de 15 anos de experiência, é referência em notícias locais e inovação do Minha Bahia.
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