DC retira pré-candidatura de José Estevão ao governo da Bahia após baixo desempenho em pesquisas eleitorais.
A disputa pelo governo da Bahia, que será decidida em outubro, sofreu uma baixa com a retirada da pré-candidatura de José Estevão (DC).
A decisão foi comunicada pelo partido por meio de nota divulgada à imprensa.
O comunicado foi assinado pelo presidente estadual da sigla, Ariel Capistrano.
Segundo a nota, a decisão foi tomada após análise do cenário político-eleitoral e do desempenho apresentado pelo então pré-candidato ao Palácio de Ondina.
De acordo com o partido, a retirada da pré-candidatura foi aprovada por unanimidade pelos membros da Comissão Executiva Estadual da Democracia Cristã da Bahia.
“A decisão foi tomada por unanimidade dos membros da Comissão Executiva Estadual da Democracia Cristã da Bahia, após análise do cenário político-eleitoral e dos resultados das pesquisas realizadas até a presente data, nas quais o então pré-candidato não apresentou desempenho eleitoral competitivo, não alcançando pontuação que demonstrasse viabilidade para a disputa ao Governo do Estado”, diz a nota publicada na última quarta-feira (10).
Com a saída de José Estevão da disputa, a tendência é que o DC avalie novos caminhos para a eleição estadual.
Nas últimas eleições, em 2022, a legenda integrou o arco de alianças da oposição.
Apesar da movimentação política, Ariel Capistrano não deixou claro quem o partido apoiará na disputa pelo governo da Bahia.
Na nota, o dirigente afirma que a sigla iniciará discussões internas para avaliar a possibilidade de apresentar um novo nome.
“Diante desse contexto, a Democracia Cristã da Bahia iniciará discussões internas com o objetivo de avaliar a conveniência e a oportunidade de apresentar um novo nome para a disputa ao governo do Estado, observando o cenário de competitividade, representatividade e alinhamento com os princípios partidários”, declarou.
O atual Democracia Cristã herda a base ideológica do antigo Partido Democrata Cristão (PDC), que teve atuação nas décadas de 1940 a 1960.
A legenda em seu formato mais recente foi fundada em 1995 por José Maria Eymael.
O partido recebeu registro definitivo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 1997, ainda com a sigla PSDC, de Partido Social Democrata Cristão.
Posteriormente, a legenda passou a adotar o nome Democracia Cristã.
Na Bahia, o PSDC se estruturou inicialmente como um partido de médio a pequeno porte.
A estratégia da legenda no estado historicamente passou pelo fortalecimento em eleições municipais e pela formação de chapas proporcionais.
Entre as principais frentes de atuação do partido na Bahia esteve o foco em eleições municipais.
A legenda buscou garantir vereadores no interior do estado e também em Salvador.
O DC também se consolidou como espaço para candidaturas proporcionais a deputado estadual e deputado federal.
A sigla costuma reunir nomes ligados a pautas como valores da Doutrina Social da Igreja, defesa da família e livre iniciativa.
Sob lideranças nacionais e diretórios regionais, o Democracia Cristã na Bahia mantém bandeiras ligadas ao apoio às micro e pequenas empresas regionais.
A legenda também defende valores tradicionais, a família e a descentralização de recursos para os municípios baianos.
Embora não esteja entre os partidos com as maiores bancadas na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), o DC atua como uma legenda estratégica de composição.
Em eleições estaduais, seu tempo de TV, quando aplicável, e sua base de votos no interior podem ser disputados por grandes coalizões.
Após retirar a pré-candidatura de José Estevão, o Democracia Cristã deverá iniciar uma nova etapa de articulações internas.
O partido ainda não anunciou oficialmente se apresentará outro nome ou se apoiará alguma candidatura já colocada na disputa pelo governo da Bahia.
