Padilha critica conteúdos sobre suspensão de produtos da Ypê
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, criticou nesta segunda-feira (11) a circulação de conteúdos nas redes sociais que relacionam a suspensão de produtos da Ypê a motivações políticas.
Segundo o ministro, a medida adotada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ocorreu após avaliações técnicas que identificaram falhas no controle de qualidade e risco de contaminação microbiológica em lotes fabricados pela empresa Química Amapo.
Ministro chama vídeos de “irresponsáveis”
Durante coletiva de imprensa, Alexandre Padilha afirmou que houve disseminação de desinformação sobre o caso.
“Tivemos no fim de semana uma enxurrada de vídeos irresponsáveis que desinformam a população, que tentam transformar algo técnico, a preocupação com a saúde das pessoas, em disputa política porque essa empresa financiou campanhas do ex-presidente da República e do seu time”, declarou.
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Anvisa suspendeu lotes específicos
A suspensão determinada pela Anvisa atingiu lotes de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes com numeração final 1.
Segundo o órgão, análises e inspeções realizadas em conjunto com vigilâncias sanitárias do estado de São Paulo e do município de Amparo identificaram riscos sanitários relacionados à possível contaminação microbiológica.
Repercussão política ganhou força nas redes sociais
A decisão da Anvisa gerou repercussão nas redes sociais após apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro sugerirem que a medida teria relação com doações feitas por proprietários da empresa à campanha eleitoral de 2022.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também publicou uma imagem de um detergente da marca em demonstração de apoio à empresa.
Governo reforça caráter técnico da medida
O Ministério da Saúde e a Anvisa reforçaram que a decisão foi baseada exclusivamente em critérios técnicos e sanitários, com objetivo de proteger a saúde pública e garantir segurança aos consumidores.
