quarta-feira, 29 abril 2026
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Petrobras pode aumentar preço da gasolina após corte de impostos, diz presidente

Empresa avalia reajuste nas refinarias caso Congresso aprove projeto que reduz tributos sobre combustíveis.

Petrobras avalia reajuste após possível corte de impostos

A Petrobras pode aumentar o preço da gasolina nas refinarias caso o Congresso Nacional aprove um projeto de lei que prevê a redução de impostos sobre combustíveis. A informação foi confirmada nesta terça-feira (28) pela presidente da estatal, Magda Chambriard.
Segundo a executiva, a diminuição da alíquota de PIS/Cofins abriria espaço para reajustes nos preços praticados pela empresa, sem que o impacto fosse necessariamente repassado ao consumidor final.

Estratégia segue modelo adotado com o diesel

A lógica, de acordo com Magda Chambriard, segue o mesmo modelo aplicado anteriormente ao diesel. Em março, o governo federal zerou impostos federais que representavam R$ 0,32 por litro, e, na sequência, a Petrobras elevou o valor do combustível em R$ 0,38 por litro nas refinarias.

“Quando você reduz o preço de PIS/Cofins, tem espaço para produtores e importadores aumentarem o preço de gasolina sem que esse preço chegue ao consumidor”, afirmou a executiva durante evento em Duque de Caxias (RJ).

Projeto de lei busca conter impacto internacional

O governo federal protocolou na semana passada um projeto de lei que permite utilizar receitas extraordinárias do petróleo para reduzir impostos sobre combustíveis. A medida ocorre em meio à alta das cotações internacionais, impulsionada pelo cenário geopolítico após o início da guerra no Irã.
A proposta tem como objetivo evitar que a pressão externa sobre os preços chegue diretamente ao consumidor, por meio de isenções fiscais ou subsídios que minimizem os impactos no mercado interno.

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Foco atual está na gasolina

Após a redução dos tributos sobre o diesel, adotada semanas após ataques envolvendo Estados Unidos e Israel ao Irã, o foco do governo passou a ser a gasolina.
Segundo Magda Chambriard, caso o projeto seja aprovado, a Petrobras deverá realizar o reajuste nos preços.

“Eu acredito que o governo federal está empenhado, e os congressistas estão empenhados em entregar valor para a sociedade, está todo mundo na mesma página. E esse projeto vai dar certo”, declarou.

Retorno financeiro e impacto para investidores

A presidente da Petrobras também destacou que medidas semelhantes adotadas para o diesel foram consideradas bem-sucedidas. Segundo ela, o subsídio garantiu estabilidade nos preços ao consumidor e retorno financeiro à companhia.

“O nosso diesel foi subsidiado pelo governo federal. Para a Petrobras, isso representou um aumento em termos de por litro de 46%. Então, nosso investidor está tranquilo porque ele está com o seu valor preservado, com a empresa preservada”, afirmou.

Ainda segundo a executiva, cerca de 45% do valor gasto com o subsídio retorna ao governo por meio de tributos, participação nos lucros e outros mecanismos.

Defasagem e cenário do mercado interno

Apesar das medidas adotadas, a defasagem no preço da gasolina vem crescendo nas últimas semanas. Na abertura do mercado desta terça-feira, o valor praticado nas refinarias da Petrobras estava cerca de R$ 1,70 por litro abaixo da paridade de importação, conforme dados da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis).

A presidente ressaltou que a empresa produz quase toda a gasolina consumida no Brasil, o que reduz a pressão direta das cotações internacionais.

“O que a gente olha em relação à paridade é como é que a gente entrega valor para o nosso acionista”, concluiu.

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Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo
Gabriel Figueiredo, jornalista baiano, nascido em Feira de Santana, com mais de 15 anos de experiência, é referência em notícias locais e inovação do Minha Bahia.
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