Secretário de Taperoá é autuado em Salvador com carro oficial e recusa bafômetro

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Infração ocorreu durante a madrugada na capital
O secretário municipal de Transportes e Estradas de Taperoá, David Guimarães Neto, foi autuado por infração gravíssima ao se recusar a realizar o teste do bafômetro enquanto dirigia um veículo oficial em Salvador.
O caso ocorreu na madrugada do dia 13 de setembro de 2025, por volta das 01h59.
Veículo pertence à frota da prefeitura
Segundo o auto de infração, o carro utilizado pertence à frota da Prefeitura de Taperoá, administrada pela prefeita Christianne Guimarães (Avante), mãe do secretário.
O registro foi realizado no sistema da Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador).
Infração está prevista no Código de Trânsito
A autuação foi baseada no Art. 165-A do Código de Trânsito Brasileiro, que penaliza a recusa ao teste de alcoolemia.

As penalidades incluem:
Multa multiplicada por 10 (infração gravíssima)
Suspensão da CNH por 12 meses
Uso de carro oficial levanta suspeitas
O episódio também levanta questionamentos sobre possível desvio de finalidade no uso de veículo público, já que o deslocamento ocorreu fora do município e em horário incompatível com atividades institucionais.
Além disso, a ausência de registros de consumo de combustível relacionados à viagem levanta suspeitas de irregularidades administrativas.
Defesa administrativa foi negada
A reportagem apurou que houve tentativa de anulação da multa por via administrativa, mas o pedido foi indeferido pela autoridade de trânsito, mantendo a penalidade aplicada.
Pressão por exoneração cresce
Diante do caso, entidades de fiscalização e grupos de oposição articulam o pedido de exoneração do secretário.
O argumento central é a quebra de confiança e idoneidade, especialmente pelo fato de o gestor ser responsável direto pela frota municipal e pela conduta dos motoristas públicos.
Caso pode ter desdobramentos administrativos
A situação pode evoluir para apuração mais ampla sobre possível improbidade administrativa e uso indevido de recursos públicos.
Até o momento, não há posicionamento oficial da prefeitura sobre o caso.
