Lulinha teria admitido que o Careca do INSS lhe pagou viagem de 1ª classe e hospedagem em Portugal, diz jornal
Uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo revelou que Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, teria relatado a pessoas próximas uma viagem a Portugal com passagem aérea em primeira classe e hospedagem pagas por Antônio Carlos Camilo Antunes, o chamado “Careca do INSS”.
Segundo o jornal, a viagem teria ocorrido no fim de 2024 para visita a uma fábrica de produção de cannabis medicinal. Apesar disso, Lulinha nega ter fechado negócios ou recebido qualquer outro pagamento do lobista.
Conexões investigadas
O nome de Lulinha passou a ser investigado após um ex-funcionário de Antunes afirmar à Polícia Federal que os dois seriam sócios e que o advogado pagaria R$ 300 mil mensais ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A Polícia Federal abriu investigação para apurar as conexões. Além disso, a CPMI do INSS aprovou a quebra de sigilos bancário e fiscal de Lulinha.
Decisão no STF
No final de janeiro, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático do empresário, atendendo a pedido da Polícia Federal.
A decisão foi anterior à votação da CPMI que aprovou medida semelhante.
Defesa nega irregularidades
A defesa de Lulinha afirma que ele não teve participação em fraudes no INSS e não cometeu crime. Segundo seu advogado, Guilherme Suguimori, o empresário já se colocou à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos.
Em declarações divulgadas por interlocutores, Lulinha ironizou as acusações:
“Cadê a chave da minha Ferrari de ouro? Cadê a porteira da fazenda onde eu crio milhares de cabeças de gado? E cadê os dividendos da Friboi?”, teria dito.
O presidente Lula afirmou, em entrevista recente, que conversou com o filho e declarou que, caso haja envolvimento em irregularidades, ele deverá “pagar o preço”, mas reforçou que, se não houver culpa, deve se defender.
O caso segue sob investigação da Polícia Federal e também é alvo de debate na CPMI do INSS.
