Pouco citado até agora nas articulações da chapa majoritária do governador Jerônimo Rodrigues (PT), o Avante decidiu entrar de vez no jogo político e cobrar mais protagonismo na campanha de reeleição do chefe do Palácio de Ondina em 2026.
De acordo com fontes ouvidas pelo BNews, a sigla pretende usar sua força no interior da Bahia como principal trunfo para exigir espaço na composição majoritária. Atualmente, o Avante figura como o segundo partido da base governista com maior número de prefeitos.
“O partido, como segundo maior em número de prefeitos da base, pleiteia um espaço. Estamos em diálogo”, afirmou um dirigente da legenda, sob condição de anonimato.
Até então, o cenário mais comentado nos bastidores indicava que Ronaldo Carletto estaria praticamente garantido como suplente do ministro Rui Costa (PT) em uma eventual disputa ao Senado. No entanto, nas últimas horas, ganhou força a informação de que o Avante deseja ir além e rivalizar diretamente com o MDB pela vaga de vice-governador.
Segundo a mesma fonte, ainda não há uma definição fechada sobre qual posição o partido vai reivindicar oficialmente.
“Ainda não chegou nesse ponto do detalhe [se o Avante vai pedir a vice ou a suplência]. Essa conversa existe, sim. Mas até se consolidar, existem outras opções”, ponderou.
Nos bastidores, o argumento central do Avante é o peso político no interior: a legenda conta hoje com mais de 70 prefeitos alinhados ao governo estadual, número bem superior ao do MDB, que administra cerca de 30 municípios.
Carletto, que há anos alimenta o projeto de chegar ao Senado, vê no atual momento uma oportunidade estratégica para fortalecer a posição do partido dentro da base aliada e pressionar por um espaço mais relevante.
Do outro lado, o MDB também se movimenta. Em conversa recente com Jerônimo, o ex-ministro Geddel Vieira Lima deixou claro que, para os emedebistas, a permanência de Geraldo Júnior na vice-governadoria é tratada como “inegociável”.
Uma reunião prevista para os próximos dias deve ajudar a definir até onde o Avante está disposto a ir nessa disputa e qual será, de fato, o seu lugar na engenharia política da eleição de 2026.
